Folha de Contagem - Content
 Canais
:: Cidade
:: Política
:: Economia
:: Opinião
:: Cultura e Lazer
:: Polícia
:: Esporte
:: Educação
:: Meio Ambiente
:: Folha TV
~>Canais Antigos:
:: Agronegócios
:: Cidade
:: Classifolha
:: Cultura
:: Economia
:: Educação
:: Esporte
:: Opinião
:: Polícia
:: Política
:: Transporte

 Arquivos
:: Ed. Anteriores
:: Ed. Especiais
:: Enquetes
:: Parceiros
:: Álbum de Fotos

 Empresas



Uma história de 105 anos
Desde que passou a integrar o município de Santa Quitéria, Contagem possui Poder Legislativo




Coronel Augusto Teixeira de Camargos, o primeiro prefeito (ao Centro), ladeados pelos componentes da Câmara Municipal (Foto). Após pertencer a Sabará, em 1891, o já Distrito de Contagem passou a integrar, pela Lei nº 02, o recém criado município de Santa Quitéria (hoje Esmeraldas), composto também pelos distritos de Capela Nova (Betim) e Várzea do Pantanal (Ibirité), com finalidade de se condicionar o Dr. Cassiano Nunes Moreira ao cargo de Presidente da Câmara e Chefe do Executivo Municipal e, como vereadores gerais, Francisco Firmo de Mattos e José Nogueira Duarte.

Com a criação do município de Contagem, através da Lei 566, de 30 de agosto de 1911, os vereadores especiais continuaram a ter assento na Câmara Municipal de Santa Quitéria. A primeira eleição do recém-criado município aconteceu em 30 de março de 1912, sendo eleitos vereadores especiais: Augusto Camargos (Vila Contagem), João Cizinando e Costa (Vera Cruz), João Baptista da Rocha (Campanha), Randolpho José da Rocha (Várzea do Pantanal) e, como vereadores gerais, Francisco Firmo de Mattos, Antônio Augusto Diniz Costa e Pedro de Alcântara Diniz Moreira Júnior.

Primeira Câmara

Com a instalação do Município tendo ocorrido em 1º de junho de 1912, também nesta data foi instalada a Câmara da Vila de Contagem, do município do mesmo nome, presidida por João Cizinando e, como Chefe do Executivo, o coronel Augusto Teixeira Camargos que governou por até agosto de 1924, sendo sucedido pelo coronel Francisco Firmo de Mattos, ambos do Partido Republicano, que dominou perto de 30 anos as eleições contagenses.

Em 21 de julho de 1924, a política contagense foi sacudida pela renúncia do vereador Major Francisco Luiz Camargo, do Distrito de Ibirité e, em 15 de setembro, pela do coronel Camargos, que era Vereador Especial e Presidente da Câmara, dos quais estava licenciado. A Câmara não aprovou o pedido, mas o vereador insistiu, dando lugar ao coronel Francisco Firmo de Mattos.

Câmaras de 1916 a 1921
A população foi para as ruas comemorar a emancipação do município e a instalação da primeira câmara esclusiva da cidade, promovendo mudanças importantes na administração (Foto) Para a curta Legislatura 1916/1917, foram eleitos como vereadores gerais, João Cizinando, João Batista da Rocha, Antônio Augusto Diniz Costa, Francisco Firmo de Mattos, Augusto Teixeira de Camargo, Randolpho José da Rocha, Pedro de Alcântara Diniz Moreira Júnior e para a primeira Mesa Diretora, Augusto Teixeira de Camargos (presidente) e Francisco Firmo de Mattos (vice), que acabaram permanecendo até o final de seus mandatos.

Para a terceira legislatura (1918/1921), os vereadores gerais eleitos foram: capitão José Tertuliano da Silveira, coronel Augusto Teixeira de Camargos, professor Antônio Francisco Moreira da Rocha, major José Luiz da Cunha, professor Pedro de Alcântara Diniz Moreira Júnior e capitão Manoel de Mattos Pinho. Durante todo o período a Mesa diretora foi presidida por Augusto Teixeira de Camargos, com o major José Luiz da Cunha na vice e o Pedro de Alcântara Diniz Moreira Júnior como secretário interno.

Interrupção
A Quarta Câmara (1922/1924) teve como vereadores gerais, coronel Augusto Teixeira, major José Luiz, Francisco Luiz Camargos, Pedro Alcântara Diniz Moreira Júnior, Romualdo José da Costa e Geraldinho Wenceslau da Costa, tendo na presidência e vice da Mesa diretora, respectivamente, o coronel Augusto Teixeira de Camargos e Francisco Firmo de Mattos.

Foi no ano de 1924, que o então governador do Estado, Benedito Valadares, aborrecido por não ter sido recebido pelo chefe do Executivo, coronel Augusto Teixeira de Camargos, na estação de Bernardo Monteiro, decretou o rebaixamento de Contagem à condição de Distrito, sendo anexado ao Município de Betim, assim permanecendo até 1949.

 

Câmara volta com reemancipação

Após 25 anos na condição de Distrito de Betim, Contagem conquistou novamente a categoria de Município, com a instalação de sua primeira Câmara, para a legislatura 1949/1953, em 20 de março de 1949, com a mesa diretora formada por Clóvis Costa Camargos, presidente; Antônio Olintho Ferreira Pires, vice-presidente; Geraldo Magela Rocha, secretário.

Por força de parentesco (cunhado) com o vereador José Augusto Dinis, Antônio Olintho é afastado, em 21 de julho de 1949, sendo substituído pelo suplente Joviano Augusta Costa, que assume a vice-presidência em 6 de agosto de 1949.

Raimundo Macedo (foto) Em 1951, a presidência passa para Maurício de Mattos Costa, com David de Oliveira Costa na vice e Geraldo Magela como secretário e no ano seguinte, Clóvis Camargo volta à presidência, com Geraldo Rocha na vice e Maurício Garcia como secretário.

Compuseram ainda, esta Câmara, os vereadores gerais Antônio Pádua Rocha Diniz e Antônio Olinto Ferreira Pires, pela União Democrática Nacional - UDN, além de Gil Diniz Júnior, Ascendino Diniz e José Augusto Diniz, da bancada do Partido Social Democrático - PSD; empossada a 19 de abril.

Neste período foram criadas leis como a que tornou obrigatório o nome "Contagem" nos rótulos, caixas e outras embalagens, de todos os produtos comercializados ou produzidos no Município e a que aprovou o primeiro Código de Posturas Municipais. Além destas, foi aprovada a lei que autoriza a execução da Planta Cadastral e Plano Diretor da Cidade.

Tampão
Raimundo Macedo presidiu a segunda Câmara, de 1953 a 1954, tendo como vice José Ferreira Aguiar e secretário Armando Ribeiro Marques, que seria o presidente no ano seguinte, com Francisco Firmo de Mattos Filho, de vice e Geraldo Magela Rocha, secretário. Também foram eleitos naquela legislatura, Augusto Braz Pereira, José Custódio Oliveira, Ariovaldo Diniz e Jadir Ferreira de Aguiar, Armando Ribeiro Marques.

Este período ficou conhecido, em todo o país, como "mandato tampão" e o fato notável no legislativo contagense, foi o violento protesto que a Câmara enviou aos membros da Comissão de Divisão Administrativa e Judiciária da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, presidida pelo deputado Heli Figueiredo, cientificando que "a Câmara, por unanimidade de seus membros, não autorizou, nem autoriza, modificação do seu território. Antes, tem protestado contra toda e qualquer tentativa".

Atas desaparecidas
A Mesa Diretora da legislatura 1955/58 teve na presidência Francisco Pena, Gil Diniz Júnior como vice e Antônio José Diniz como o secretário, que renunciou, sendo substituído, na Secretaria, por Geraldo Magela Rocha. Em 31 de maio de 1955, Francisco Pena renuncia à presidência, sendo então substituído, por Gil Diniz Júnior, mas retornando em 27 de agosto. Antônio Acylino Filho substitui Antônio José Diniz, a 28 de outubro de 1955 e em 1956, Gil Diniz Júnior, foi o presidente da Câmara, tendo como vice-presidente Francisco Pena e Antônio Acyolino Filho como secretário.

Francisco Pena (foto) Nesta legislatura também foram empossados Jadir Ferreira, José Ferreira de Aguiar Sobrinho, João Rodrigues de Vasconcellos, Milton Machado e Luiz Cunha, que renunciou ao mandato em julho de 55, sendo substituído por Geraldo Magela Rocha. Milton Machado perde a vida em acidente aéreo, juntamente com o senador petebista Lúcio Bithencourt, em 9 de setembro de 1955, entrando na vaga o suplente José Custódio de Oliveira. Em 8 de outubro de 1955, Antônio José Diniz renuncia ao mandato, dando como razão a derrota, em Contagem, de Milton Soares Campos, candidato à vice-presidência da República.

Este período do legislativo, entre 1 de fevereiro de 1956 e 26 de novembro de 1959, fica prejudicado pelo extravio do respectivo Livro de Atas. Da mesma forma, acham-se extraviados todos os livros de atas da Câmara Municipal e Conselho Consultivo, no período 1925/1937.

Sumiço
Francisco Pena presidiu a Legislatura de 1959 a 1960, com Celso da Silva Vieira na vice e Antônio Santos Ferreira era o secretário. Em 1961, Francisco Pena, presidente; Francisco Firmo de Mattos Filho, vice-presidente; Domingos Diniz Moreira, secretário. No ano de 1962, Francisco Pena, novamente presidente, com José Custódio de Oliveira, na vice-presidência e Domingos Diniz Moreira, como secretário.

Os demais vereadores foram Mauro Machado, José de Castro e Silva, Celso da Silva Vieira, Geraldo Pedro Coelho, Antônio Santos Ferreira, sendo que os 11 primeiros meses da legislatura - janeiro a novembro de 1959 - não puderam ser historiados em razão do desvio do respectivo livro de atas, mas, por informações, sabe-se que em 1959, a presidência do legislativo foi exercida por Francisco Firmo de Mattos Filho.

Primeiras cassações
A Quinta Câmara atuou no período de 1963 a 66 e teve na presidência Geraldo Pedro Coelho, o vice Antônio Faria e o primeiro secretário foi Gonçalo Braz de Matos, com Otílio Macedo como segundo secretário. Em 1964, Francisco Pena, foi o presidente, com Antônio Faria na 1ª vice-presidência e Rubens Moreira de Oliveira na 2ª. Gonçalo Braz de Mattos e Otílio Macedo, 1º e 2º secretários.

Geraldo Pedro Coelho (foto) Em 1965, José Alvim Rocha, ocupou a cadeira de presidente, com Rubens Moreira de Oliveira, o primeiro vice-presidente e Humberto Gonçalves Pelegrini o segundo vice-presidente; Gonçalves Braz de Matos era o primeiro secretário e Rubens Moreira de Oliveira, o segundo secretário. Complementavam a Câmara, Geraldo Pedro Coelho, Francisco Pena, Gonçalo Braz de Matos, Otílio Macedo, Rubens Moreira e Oliveira, Antônio Faria, Humberto Pelegrini Gonçalves, Pedro de Souza Muniz, João Leal, José Ferreira de Aguiar Sobrinho, Perilo Pereira Dutra, José Alvim Rocha, José Custódio de Oliveira.

O vereador Otílio Macedo foi cassado no dia 20 de janeiro de 1965, sendo substituído a 15 de março 1965 por Pedro Pacheco de Souza. Em 4 de abril de 1964, outro vereador foi cassado, o senhor João Leal. A acusação, registrada em ata, foi a de que ele participava de atividades no Partido Comunista Brasileiro - PCB. Ele foi substituído pelo suplente Ciro Moura. Inconformado, João Leal recorre do ato, tendo garantida sua reintegração, em outubro de 1965. No dia 15 do mesmo mês, ao tentar reassumir a cadeira, recebe ostensiva repulsa de grande parte dos vereadores, que abandona o plenário.









Copyright © por Folha de Contagem Todos os direitos reservados.

Publicado em: 2006-09-06 (2867 vizualização(ões))

[ Voltar ]
Content ©

Access Denied