Vereadores pedem cassação dos alvarás da MRV

As discussões em relação à construtora MRV Engenharia, que vende apartamentos na planta e não os entrega aos mutuários, esquentaram a reunião plenária desta terça-feira, dia 26, na Câmara Municipal de Contagem. No debate, o vereador Ivayr Soalheiro apresentou requerimento solicitando a Prefeitura Municipal de Contagem que não conceda mais a construtora alvarás para a construção de novos empreendimentos em Contagem até que a empresa resolva o caso dos mutuários dos empreendimentos  Parque Santa Cruz; Fontane di Roma; Parque Diamantine e dos condomínios Mirante da Serra e  Jardim Bosque das Laranjeiras, conforme ficou acordado na audiência pública, realizada no último dia 20. O requerimento também foi assinado por todos os vereadores presentes na Plenária, que apoiaram a iniciativa.

Segundo o parlamentar, a ata da audiência pública e as assinaturas recolhidas, juntamente com o requerimento apresentado pelo vereador Ivayr Soalheiro e demais vereadores da Câmara Municipal, serão encaminhados ao Ministério Público para que se inicie o processo de investigação da empresa, já que a mesma não compareceu a audiência pública e não justificou  ausência, apesar de terem sidos convocados todos os seus diretores.
 
Segundo o vereador Ivayr Soalheiro, não podemos permitir que moradores da cidade continuem comprando pesadelos. “ Fiquei estarrecido com os relatos apresentados pelos mutuários durante a audiência pública. Não podemos aceitar que pessoas sejam enganadas aqui no nosso município. Queremos que a nossa cidade cresça com qualidade e respeito aos nossos moradores”, destacou.  

O vereador Ciro Campos lembrou que esta preocupação do vereador Ivayr Soalheiro não vem de agora. Segundo ele, Ivayr tem sido uma “voz” incessante em defesa dos mutuários de Contagem. Para o vereador, este é um caso de polícia. Fazendo coro às palavras de Ciro Campos, o presidente da Comissão de Defesa dos Consumidores da Câmara Municipal de Contagem, vereador Obelino Marques, destacou que além de lesar consumidores, a MRV Engenharia tem provocado problemas de impacto social no município. “Quando a MRV leva 5 mil pessoas para a região da Ressaca, por exemplo, e não dá contrapartida, aumenta a demanda na saúde, educação, trânsito e transportes. Isso ocasiona um problema de ocupação desordenada no município”.

Em seu aparte, o vereador Willian do Barreiro falou com indignação sobre o problema, questionando também as secretarias municipais de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente. Segundo este parlamentar, estas secretárias estão atropelando o plano diretor do município. “Este caso é de polícia e investigação do Ministério Público. A MRV continua desrespeitando os contagenses, achando que pode tudo. E essas secretarias não estão fazendo nada”, frisou.

Para os vereadores Gustavo Gibson e Rogério Marreco, a empresa não respeita Contagem. “Tanto que não compareceu a audiência pública para dar explicações a esta Casa, e toda vez que ela é chamada aqui para prestar esclarecimentos, não dá a mínima, desrespeitando as autoridades presentes e também a sociedade civil”, destacou Gustavo Gibson.

 

Enquete

Qual o maior problema de Contagem na atualidade?