PMDB de Contagem rompe com o governo da Prefeita Marília Campos

Foto DivulgaçãoPartido quer lançar nome do deputado federal para disputa da eleição em 2012

O deputado federal Newton Cardoso é o nome do PMDB cotado para a disputa da prefeitura
De olho nas eleições do ano que vem, a Executiva Municipal do PMDB em Contagem resolveu, por unanimidade, romper com o governo da prefeita da cidade, Marília Campos (PT), e se colocar a partir de agora como oposição. Segundo o presidente da legenda no município, o vereador Teteco, a decisão foi para "evitar qualquer tipo de constrangimento" em 2012, já que o PMDB está decidido a lançar candidato próprio na cidade.

No discurso oficial, o partido afirma que tem vários nomes para apresentar. "Ainda não decidimos. Temos diversos quadros dentro do partido que são nomes competitivos e, na hora certa, vamos decidir quem vai concorrer", afirma Teteco. Nos bastidores, no entanto, a informação é que o ex-governador e ex-prefeito da cidade, o deputado federal Newton Cardoso, já foi definido como o candidato do partido para o ano que vem.

No ofício enviado ontem para a prefeita Marília Campos, o presidente da executiva afirma que o PMDB deve entregar todos os cargos que ocupa na prefeitura. O documento diz ainda que há a possibilidade de "expulsão dos militantes da legenda que não acatarem a decisão".

A iniciativa da cúpula do PMDB na cidade pegou de surpresa petistas e os próprios peemedebistas. A secretária de Trabalho e Geração de Renda de Contagem, Maria Lúcia Guedes, indicada pelo PMDB para o posto, ficou sabendo da decisão do seu partido pela reportagem de O TEMPO. Ela disse que sequer ficou sabendo da reunião que definiu os novos rumos do partido. "Não estou sabendo de nada. Estou como secretária pela indicação da (ex)deputada Maria Lúcia Cardoso, que era a presidente do PMDB em Contagem. Eu estou surpresa porque acho que a administração da prefeita Marília Campos tem sido exemplar", afirma.

A direção do partido afirma que Maria Lúcia Guedes não faz parte da executiva da legenda em Contagem e que, por isso, a secretária não foi convocada para a reunião. Já a ex-deputada Maria Lúcia Cardoso é um dos membros da cúpula, mas não compareceu ao encontro.

Deputado estadual com base em Contagem e pré-candidato do PT nas eleições do ano que vem na cidade, Durval Ângelo também se disse surpreso com o posicionamento do PMDB no município. "Acho essa decisão lamentável. Vai na contramão daquilo que temos construído em âmbitos nacional e estadual com o PMDB. A executiva do PMDB também já definiu, assim como o PT, que as alianças prioritárias nas eleições do ano que vem devem ser feitas com partidos aliados da presidente Dilma Rousseff", afirmou.

Durval disse que vai levar a questão para a próxima reunião dos deputados estaduais do bloco de oposição na Assembleia (PMDB-PT, PCdoB e PRB).

O presidente estadual do PMDB, deputado federal Antônio Andrade, afirmou apenas que a intenção é que o PMDB tenha candidatos próprios em todos os municípios do Estado com mais de 50 mil habitantes.

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A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), respondeu ontem às acusações que a Executiva Municipal do PMDB fez contra sua administração. O partido decidiu romper a aliança com a gestão petista para lançar candidatura própria em 2012.

Em ofício, encaminhado anteontem para a prefeita, o PMDB diz que a sua participação na administração do município não é proporcional à sua importância política e afirma que pretende ter candidato próprio na disputa pela Prefeitura de Contagem para fazer aquilo que era esperado da atual gestão e não foi feito.

Marília Campos afirmou ontem que a representação que o PMDB tem na prefeitura é do tamanho do seu peso eleitoral. "Aliás, a representação é até um pouco maior. O PMDB não chegou ao segundo turno nas últimas eleições e fez apenas um vereador que, inclusive, é base de governo", lembra a prefeita.

Sobre o rompimento da aliança que, segundo informações de bastidores, teria como objetivo preparar a pré-candidatura do deputado federal e ex-governador Newton Cardoso à prefeitura no ano que vem, Marília Campos não demonstra muita preocupação.

"Nós fizemos uma aliança com o PMDB que era dirigido pela ex-deputada Maria Lúcia. O Newton Cardoso nunca esteve ao nosso lado. Ele nunca nos apoiou. Não vamos sentir falta dele. Nossa relação é com Maria Lúcia", declarou.

Espera. O ofício que a Executiva Municipal do PMDB disse ter enviado para a prefeitura, segundo Marília, ainda não chegou em suas mãos. "Não recebi documento algum. Pode ser que a carta esteja no protocolo. Mas a notícia já está nos jornais. Fiquei sabendo pela imprensa. Isso é desrespeitoso. Não se estabelece uma nova relação por ofício", disse.

Mas a prefeita também faz ponderações e destaca que ainda é preciso confirmar se a decisão de rompimento da aliança é uma iniciativa partidária (coletiva do PMDB) ou individual e isolada. "Eu sou uma mulher de palavra. O que foi negociado com o PMDB de Maria Lúcia foi cumprido", concluiu a petista.

Fonte: Portal O Tempo
 

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