Presidente dos EUA, Barack Obama visita o Brasil e terá segurança pesada

Foto DivulgaçãoBarack Obama recebe, por ano, cerca de 30 ameaças de morte. Seu antecessor, George W. Bush, recebia o dobro disso em metade do tempo. As informações estão no livro In the President's Secret Service (No Serviço Secreto do Presidente, em tradução livre), do americano Ronadl Kessler. Esse escritor devassa o cotidiano dos homens que acompanham o “Potus”, como são chamados os presidentes dos Estados Unidos.

O fato de comandar a ainda maior potência mundial carrega dissabores que são extremados na equipe de segurança que acompanha os presidentes americanos em suas viagens pelo mundo. Quando desembarcar no Brasil, no sábado (19), Obama estará cercado por 4.000 agentes brasileiros e americanos, mesma quantidade utilizada quando Bush veio ao Brasil, em 2007.

O número é menor que o utilizado na visita do papa Bento 16, também em 2007, quando 7.000 homens e mulheres participaram do esquema de segurança do pontífice. Mas o aparato utilizado ainda assim revela uma preocupação extrema com atentados. Afinal de contas, quatro mandatários daquele país já foram assassinados.

Se a diferença de estilo entre Obama e Bush é visível, na hora de proteger o presidente isso não importa. Assim como Bush, Obama está trazendo seis aviões, sendo três cargueiros e um presidencial, o Air Force One. Nos cargueiros, uma central de comunicações completa, assim como helicópteros, jipes, armamentos e três limusines idênticas.

Além desses, vêm um avião-tanque, para reabastecimento, e o chamado Air Force One-Decoy (ou Air Force One-Isca), exatamente igual ao original, mas serve para despistar possíveis agressores.

Aliás, há, sim, uma diferença na segurança entre os presidentes. Enquanto Bush se cercou de 250 agentes secretos, Obama terá de 400 a 500 homens de preto, munidos com pistolas Sig Sauer P229, fazendo a patrulha de toda a família – Michelle e as filhas Malia e Sasha.

Em Brasília, onde cumprirá a parte institucional da viagem, Obama será acompanhado por um número não divulgado de policiais federais brasileiros, além de policiais militares que farão a segurança do perímetro por onde passar.

A lenda dos “snipers”

Desde a visita de George Bush, o pai, em 1990, existe uma lenda de que “snipers”, os famosos atiradores de elite, ficariam posicionados sobre os prédios da Esplanada dos Ministérios prontos para alvejar quem se aproximasse do USA One, a limusine presidencial (também chamada de “A Besta”).

Não é bem assim. De fato, há homens sobre os prédios, mas eles apenas ajudam a monitorar pontos estratégicos da comitiva.

No Rio de Janeiro, no entanto, a segurança será reforçada. Cerca de cem agentes da PF se juntarão à equipe pessoal de Obama, além de 1.200 policiais militares, inclusive do Bope, a tropa de elite.

Na capital fluminense, sim, haverá snipers posicionados nos prédios em torno da Cinelândia, onde Obama fará um discurso, e na Cidade de Deus, local da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) que será visitada pelo americano.

A operação na cidade lembra as realizadas na época de George W. Bush, em 2007, e de Bill Clinton, 1997.

Quando o primeiro chegou a São Paulo, além do espaço aéreo fechado, os agentes montaram bases com mísseis portáteis e metralhadoras antiaéreas próximas ao hotel em que se hospedou.

Já Clinton teve direito até a uma espécie de escudo blindado quando fez um discurso na favela da Mangueira, no Rio de Janeiro.

R7, em Brasília
 

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