Caminhos da sucessão
Conforme previsto, a prefeita Marília Campos assumiu o papel de protagonista de sua sucessão na Prefeitura de Contagem. Ela tem se reunido com as principais lideranças da cidade, para entender o que cada força pensa a respeito e para colocar as suas impressões sobre o processo. Dona de uma aprovação popular alta, que deve ser ampliada nos próximos meses, ela deve ocupar lugar decisivo na escolha do eleitorado.
Posição do PTConforme previsto, a prefeita Marília Campos assumiu o papel de protagonista de sua sucessão na Prefeitura de Contagem. Ela tem se reunido com as principais lideranças da cidade, para entender o que cada força pensa a respeito e para colocar as suas impressões sobre o processo. Dona de uma aprovação popular alta, que deve ser ampliada nos próximos meses, ela deve ocupar lugar decisivo na escolha do eleitorado.
O Partido dos Trabalhadores de Contagem define em março se terá candidatura própria à sucessão de Marília. O calendário entretanto é burocrático. Não existe chance do PT abrir mão de disputar a cabeça da chapa. Até junho deve sair a decisão sobre o nome do escolhido. Até agora são quatro os pretendentes: o deputado estadual Durval Ângelo, o secretário de Governo de Contagem, Paulo César Funghi, o vereador Kawlpter Prates e o ex-presidente da CeasaMinas Amarildo de Oliveira.
Quase lá
Durval tem o controle da máquina petista no município. Nenhuma candidatura poderá ser construída contra ele. O Governo sabe disso, uma vez que o deputado coloca o desejo de ser novamente candidato - ele perdeu em 2000 - a tendência é que emplaque internamente o seu nome. Caso isso ocorra, o desafio é unificar o PT em torno de sua liderança. E combater pontos fracos do petista para convencer o eleitorado de que ele é a melhor escolha para Contagem. Não são tarefas fáceis.
Balão de ensaio
Não é a primeira vez que o deputado federal Antônio Roberto (PV) diz que pode disputar as eleições de 2012 em Contagem. Em 2009, já se especulava essa hipótese. Mas ele sequer tornou-se majoritário na cidade, posto ocupado por Newton Cardoso. E dificilmente se lançaria em uma aventura. O sonho verde parece não ter chance de amadurecer.
Nada a perder
Perguntado sobre o assunto, Antônio Roberto cumpre o seu papel e não descarta a possibilidade. Não perde nada com isso e mantém seu nome em evidência. Em outros tempos, Contagem já acolheu políticos de outras paragens. Mas daí a abrigar pára-quedistas sem nenhum vínculo com a cidade já é querer demais.
Sem abrir mão
Qualquer que seja o candidato apoiado por Marília é certo que ele vai enfrentar nas urnas o deputado estadual Carlin Moura (PCdoB). Nos demais Partidos as posições podem sofrer alterações. Ademir Lucas é o único nome do PSDB. E o deputado federal eleito Newton Cardoso (PMDB), embora cotado para a disputa, pode preferir lançar outro nome do Partido só para marcar posição, como fez com Sancler em 2008. O presidente da Câmara Municipal, vereador Irineu Inácio da Silva (PSDC) surge como opção, mas tem a concorrência interna do presidente estadual da legenda, Alessandro Marques.
Negociações
Muita ponte ainda vai passar debaixo da água. As definições mesmo só acontecem no limite das convenções partidárias até julho de 2012. Durval e Carlin podem até compor uma chapa única, com grande chance de levar no primeiro turno. Afinal, os dois são de partidos que fazem parte da base da presidenta Dilma Rousseff.
Continuidade
Se for candidato, Carlin deve disputar a continuidade do Governo Marília. Em 2008, o deputado tentou a Prefeitura e ficou em terceiro lugar, mas cometeu um erro que foi crucial para a sua derrota. Participou da administração e às vésperas da disputa entregou os cargos e passou a ser opositor do projeto que tinha ajudado a eleger em 2004. Parte do eleitorado estranhou a mudança brusca de direção. Se for inteligente a tática no ano que vem deve mudar.



