PT expulsa três prefeitos
O diretório estadual do PT de Minas Gerais, reunido no dia 4, decidiu por ampla maioria pela expulsão dos prefeitos de Mutum, Gentil Simões, de Central de Minas, Gilmar Dorneles e de Itaipé, Gilmar Nery, por ter ficado comprovada a infidelidade partidária durante o pleito deste ano. Os prefeitos expulsos apoiaram o candidato do PSDB ao governo de Minas, participando de manifestações públicas e de assinaturas em manifestos, fatos comprovados através de testemunhas e vídeos.
Retratação pública
Os outros dois prefeitos que foram ouvidos pela Comissão designada pela Executiva, de Andradas, Ademir Perez e de Itinga, Charles de Azevedo, receberão uma advertência e enviarão ao PT/MG uma carta de retratação pública, que será publicada na página oficial do partido na internet (www.ptmg.org.br). O PT, quem diria, resolveu cortar na própria carne.
Ainda o PT
O Diretório Estadual do PT mineiro inaugura no dia 13, o seu Centro de Documentação e Memória (CDM), na sede do Partido, no Barro Preto, em Belo Horizonte às 20h. O projeto foi elaborado pela Secretaria de Finanças do PT, através de sua secretária Gleide Andrade. O CDM possui jornais, vinhetas, fotos e materiais de campanhas históricos disponíveis para consulta. O Centro recebeu o nome de Anita Soares Dulci em homenagem a esta mulher, mãe, companheira que ajudou na fundação do PT em Santos Dumont.
Memória
Anita filiou-se ao Partido dos Trabalhadores, quando este foi fundado, e deu uma grande contribuição ao crescimento do Partido em Santos Dumont, pelo seu exemplo de dedicação e capacidade de disseminação de ideias. Candidatou-se a vereadora em 1988 e a vice-prefeita em 1992. Não foi eleita, mas teve boa votação em ambas as eleições, ajudando a construir a base que levaria o PT ao governo municipal em 2002. Poetisa, com sólida cultura literária, escrevia muito bem. Deixou poemas e textos esparsos, que os filhos estão reunindo para fazer uma pequena publicação em sua memória. Morreu em 28 de janeiro de 1998, aos 72 anos.
Lanchinho de vereador
A Câmara Municipal de Belo Horizonte vai gastar quase R$106mil para servir um lanche reforçado para os 41 vereadores da cidade em 2011. São exatos R$ 105.834,35 para comprar o que será servido nos intervalos das sessões de votação. Entretanto, as despesas com alimentação dos parlamentares da Capital já são cobertas pela verba indenizatória de R$ 15mil mensais mediante a apresentação de cupom fiscal. Basta que eles justifiquem os gastos para serem reembolsados pela Casa. O cálculo aponta que a comilança vai custar por ano R$ 2.560, em média, para cada parlamentar. Já a Prefeitura de BH, juntamente com a União, gastou no ano passado, em média, R$ 71,00 para alimentar cada um dos 177 mil estudantes matriculados nas 181 escolas da rede municipal de ensino. Os números são da Secretaria Municipal de Abastecimento de BH.
Cardápio variado
Segundo matéria do Estado de Minas, dia 29 de novembro, "diferentemente do que é servido para os alunos de baixa renda, que diariamente consomem mingau de fubá, pão com manteiga, leite com café e macarrão com frango, o cardápio de "comes e bebes" dos vereadores será bastante variado. Terá sanduíches com carne de lagarto desfiado, lombo e queijo cheddar, frango desfiado com requeijão. Ou mesmo croissant de frango, coxinha, empadinha de frango com catupiry, quibe, pastel assado de ricota com passas, pastel assado com peito de peru, abacaxi e pão de queijo.
Uso exclusivo
A merenda, de dar água na boca nos estudantes da rede pública, é de consumo exclusivo dos vereadores. Ela é servida pelos garçons do Legislativo municipal na chamada ‘Casa da Dinda’, espaço anexo ao plenário da Câmara Municipal. Pelo regimento interno, cada vereador é obrigado a participar de 10 sessões plenárias por mês. A exceção são os meses de junho e agosto, em que são realizadas 15 plenárias para suprir o recesso parlamentar de julho. Em 12 meses, os vereadores participam de 110 reuniões ordinárias em plenário. Em todas o lanche é servido, como ocorre também durante os eventos da Casa.
Justificativa
"São questões diferentes. O recurso da verba indenizatória é usado para manter o mandato parlamentar. Ou seja, pode ser utilizado para comprar alimentação para o parlamentar e para os assessores de gabinete. No caso da licitação, o recurso será aplicado para comprar alimentação para o parlamentar consumir nos intervalos das sessões de votação. A verba é usada ainda para promover eventos institucionais", explicou o secretário geral da Câmara, vereador José Anselmo Domingos (PTC).
Reflexão
"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro" - É de Clarice Lispector.



