Ponto a Ponto - Edição 623 - 22 a 28/10/2010

Bolinha de papel
Pegou mal a tentativa de José Serra, candidato tucano à presidência, de tentar criar um fato político durante caminhada em subúrbio no Rio de Janeiro. Ele simulou ter sido atingido por um objeto pesado, mas a reação demorou mais de 20 minutos para ocorrer. E foi só após um telefonema que Serra levou a mão na cabeça e resolveu ir ao hospital.

Perna curta
As câmeras de tevê flagraram o arranjo e foi constatado que o que atingiu Serra foi apenas uma bola de papel. inofensiva. Mas capaz de fazer um estrago na imagem dos tucanos, que tentaram criar um factóide sem pé e nem cabeça. O tumulto entre petistas e seus adversários foi badalado na grande mídia como se fosse uma agressão ao pobre candidato. Neste caso, o castigo veio a galope e mostrou as pernas curtas da mentira.

Aécio x Serra
A fase para os tucanos não anda das melhores. O jornalista Amaury Júnior, ex-repórter da Folha de S.Paulo, O Globo, Jornal do Brasil e Estado de Minas, voltou a colocar o dedo na ferida do PSDB. E disse que trabalhava em um dossiê preventivo para defender Aécio Neves do então rival José Serra. A informação circula pela internet desde quando estourou o suposto escândalo de quebra de sigilo fiscal de alguns emplumados dirigentes paulistas da sigla.

Novo Partido vem aí
Preocupados, os tucanos querem lavar a roupa suja depois das eleições. Serra derrotou Aécio Neves internamente, mas ganhou um inimigo para sempre. O senador eleito jura que faz campanha para o colega tucano e o tucanato finge que acredita. Mas em breve, Aécio deve buscar outros rumos e criar um Partido para dar suporte aos seus projetos pessoais e políticos. A ver.

O aborto de Mônica Serra
Circula, com força na internet, a matéria do Correio do Brasil (http://correiodo brasil.com.br), no qual diz que a mulher de Serra, Mônica Serra, fez um aborto. O silêncio do candidato diante da reclamação formulada pela adversária, Dilma Rousseff (PT) - de que fora acusada pela mulher dele, a ex-bailarina e psicoterapeuta, Sylvia Mônica Allende Serra, de "matar criancinhas" -, causou indignação em Sheila Canevacci Ribeiro, que escreveu um desabafo que tende a abalar o argumento do postulante ao Palácio do Planalto acerca do tema que divide o país, no segundo turno das eleições.

Chumbo grosso
Em um documento intitulado Manifesto Contagense, o ex-governador Newton Cardoso dispara o verbo contra a prefeita Marília Campos, que é acusada de "falta de amor à cidade", dentre outras pérolas. Newtão agradece os votos que o elegeram deputado federal mais votado de Contagem (mais de 25 mil votos) e critica o baixo desempenho de Dilma na cidade. Diz mais: "Deus me deu a benção e a missão de construir Contagem". Então tá.

2012 a pleno vapor
O movimento de Newton deflaga o evidente distanciamento entre parte do PT e do PMDB local, comandado pelo vereador Teteco. Representado na administração pela ex-vereadora Maria Lúcia Guedes, o Partido entrou na gestão petista pelas mãos da deputada federal Maria Lúcia Cardoso, derrotada em 3 de outubro. Newtão quer cobrar a fatura, já que venceu as eleições e alega ser o único representante da cidade em Brasília.

Repeteco
A Coluna já tinha abordado o assunto na edição passada, ao relatar que o deputado federal eleito Newton Cardoso (PMDB) se mostrou bastante insatisfeito com a atuação do PT no plano estadual e disse que o Partido não é um 'bom parceiro'. ''O PMDB trabalhou, e o PT fez o quê? Estive em Contagem e lembrei que Dilma teve um desempenho horrível na cidade e Hélio Costa perdeu a eleição. Por quê? Porque o PT não é de se engajar nas campanhas com o PMDB. Não se engaja em lugar nenhum'', afirmou.

Outros números
Newton insiste em distorcer os fatos. Dilma venceu as eleições em Contagem e Marina ficou em segundo lugar. Indiferente às críticas do peemedebista, que pouco ou nada fez por Hélio Costa, seu colega de PMDB, a prefeita Marília Campos segue em seu esforço para aumentar na cidade a votação da candidata petista. Ela já se reuniu com empresários, evangélicos e católicos, artistas e educadores, dentre outros segmentos. Além de comandar carreatas e reuniões, em toda a cidade, em busca da vitória na sucessão de Lula.

Cachecol
Em um desses encontros, que reuniu mais de 800 pessoas no New Texas, no Eldorado, dia 18, a deputada federal reeleita Jô Morais fez a sua saudação aos presentes e foi citando as autoridades presentes. Ao cumprimentar o vereador Caxicó, ela trocou o nome e saudou o vereador Cachecol. Perdoável, mas irritante para o dito cujo, que não se acostuma e nem gosta da frequente troca de nome.

Reflexão

"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro"
É de Clarice Lispector. Boa semana e até breve.

 

Enquete

Qual o maior problema de Contagem na atualidade?