Operação Terra do Nunca, promovida pelo Ministério Público e Polícia Civil, expediu mandado de prisão para 23 suspeitosUm avião fretado pelo Governo da Bahia está levando neste momento o empresário Marcos Valério e três sócios dele, presos na madrugada desta sexta-feira (2) na Operação Terra do Nunca.
Marcos Valério foi detido, novamente sob acusação de sonegação de impostos, grilagem de terras na Bahia e empréstimos fraudulentos não relacionados ao Mensalão. O mandado de prisão foi expedido pelo Ministério Público da Bahia, que realiza em três estados a Operação Terra do Nunca, em parceria com a Polícia Civil.
Vinte e três prisões devem ser realizadas na Bahia, Minas e São Paulo. Em Belo Horizonte, além de Valério, que foi detido em sua mansão no Bairro Bandeirantes, Região da Pampulha, também foram presos os sócios dele Ramon Hollerbach Cardoso, Francisco Marcos Castilho Santos e Margarete Maria de Queiroz Freitas. Todos foram encaminhados à Delegacia Regional Noroeste, no Bairro Carlos Prates.
Os quatro e outras 19 pessoas são acusados de empréstimos fraudulentos, com vendas de terras e fazendas no município de São Desidério, na Bahia. De acordo com a Polícia Civil, funcionários de cartóiros baianos estariam envolvidos na fraude. A investigação começou em 2005.
As prisões foram realizadas de forma tranquila e os quatro chegaram à delegacia sem algemas e portando malas pequenas com seus pertences. Eles passaram por exame de corpo delito no Instituto Médico-Legal (IML) e, embarcaram no início da tarde, no Aeroporto da Pampulha, em direção a Salvador, na Bahia, de onde foram expedidos os mandados de prisão. O advogado Marcelo Leonardo está indignado com a prisão de Marcos Valério e alega que ela foi ilegal
Essa não é a primeira prisão do publicitário. Em 2008, ele foi preso durante a Operação Avalanche, da Polícia Federal, por suspeita de corrupção ativa, formação de quadrilha e crime de calúnia.
Em setembro deste ano, Valério foi condenado pela Justiça Federal de Minas a seis anos de prisão em regime semiaberto, por sonegar informações ao Banco Central. Na ocasião, ele pôde recorrer em liberdade.
Fonte: Hoje em dia



