Carla Cristina
PUC Minas, 5º período de direito
O que ocorre no Rio de Janeiro, Poder Paralelo ou Estado Paralelo?
Uma boa forma de se vislumbrar essa idéia é admitirmos em primeiro lugar que como pode existir dentro de um só território um Estado Paralelo; Sendo assim, entende-se que na ausência do poder público é o poder privado que assume, pois não há mais de um estado em um território.
O Rio de Janeiro é o retrato de uma conexão entre o tráfico, (e podemos aqui acrescentar as máfias do bicho, dos caçaníqueis, dos bingos, da prostituição) com o crime organizado.
Há uma construção pessoal dos envolvidos diretamente na questão das drogas, os quais me refiro aos policiais, aos traficantes e aos moradores das favelas do Rio de Janeiro.
O que ocorre é que tal conexão não se dá nos morros ou nos presídios e sim em um nível hierárquico organizacional acima. Para cada dono de boca de fumo existe alguém, certamente mais sofisticado e poderoso que consegue financiar a atividade sem “sujar as mãos”com a violência da guerra na favela.
E esse alguém tem íntimas ligações com o Estado institucionalizado. E com toda certeza é pessoa que atua de dentro do sistema de forma a impossibilitar sua mudança.
Para haver um efetivo combate ao crime organizado no Brasil, é essencial uma mudança nas estruturas do Estado; não podendo deixar de enfatizar que os maiores interessados em que essa mudança não ocorra são exatamente os detentores das rédeas da decisão.
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