Especial da Copa do Mundo 2010



História das COPAS

Foto Reprodução1930 - A primeira Copa do Mundo
A primeira Copa do Mundo realizada pela Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) ocorreu no ano de 1930, no Uruguai. O país sul-americano foi escolhido como a sede pelo fato de a Seleção uruguaia ter conquistado os dois títulos Olímpicos anteriores à data.
Os jogos ocorreram no período de 13 a 30 de julho, contando com a participação de 13 equipes. O Uruguai, time anfitrião, foi o campeão ao derrotar, na final, a equipe da Argentina por 4 a 2, no Estádio Centenário, em Montevidéu. O Brasil, único país a participar de todas as copas, não foi bem naquela edição, sendo eliminado na primeira fase.
A primeira Copa foi a única a não possuir eliminatórias, sendo que todas as equipes filiadas a Fifa foram convidadas a participar. Devido ao Torneio ser realizado na América do Sul e as viagens transatlânticas serem demoradas e caras, apenas quatro equipes européias participaram. Participaram Argentina, Bélgica, Bolívia, Brasil, Chile, Estados Unidos, França, Iugoslávia, México,  Paraguai, Peru, Romênia, Uruguai.

Foto ReproduçãoItália 1934, a Copa contestada
A Copa de 1934 foi marcada por interesses políticos, sendo usada como uma campanha pró-regime, pelo então governo Fascista, comandado por Benito Mussolini.
A arbitragem tendenciosa, onde lances duvidosos foram assinalados sempre em favor da Itália, foi outro ponto falho. E para completar, o Uruguai, na época o atual campeão, decidiu não participar do Mundial. Sendo que essa foi a única vez na história que o campeão não disputou o torneio no ano seguinte. A equipe Celeste decidiu não participar em represália ao boicote dos europeus na edição anterior, em seu país. Foi também a única vez que a seleção organizadora do Mundial teve que disputar eliminatórias.

Foto Reprodução1938, brilho ofuscado pela Guerra
A terceira Copa do Mundo foi sediada na França sob os protestos da Argentina que reivindicava a organização do Mundial em seu território, baseado no acordo de rodízio entre os continentes. Como quatro anos antes a Copa fora realizado na Itália, seria a vez do continente Americano sediar o Torneio, porém o sucesso da edição européia fez com que o tratado fosse ignorado.
Foi também o ano em que o Brasil conseguiu passar da primeira fase da competição, sendo eliminado nas semifinais pela Itália que viria a conquistar o bicampeonato na final diante da Hungria. Mas, o que mais marcou o Mundial daquele ano foi a tensão mundial que o planeta vivia diante das disputas por território.
O regime do ditador Adolf Hitler conquistava seus territórios, a tensão aumentava e o mundo se encaminhava para a Segunda Guerra Mundial. A seleção da Áustria não pôde disputar a competição pelo fato do país ter sido anexado ao território da Alemanha e obrigada a ceder os jogadores para a seleção alemã.






Foto Reprodução1950, fracasso que ninguém esquece
A Copa de 1950 foi sediada pelo Brasil e contou com a participação de 13 equipes. Devido à ocorrência da Segunda Guerra Mundial, as Copas de 1942 e 1946 não foram realizadas. Após o término da guerra foi decidido que o melhor seria a realização do Mundial em um País que não tivesse sido afetado pelo conflito que matou mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo. Dessa forma, o Brasil foi o escolhido.
Com um bom time e jogando em casa, o Brasil era um dos favoritos ao título. Favoritismo este que foi aumentando após a vitória de 4 a 0 sobre o México na estreia e as goleadas de 7 a 1 sobre a Suécia e 6 a 1 diante da Espanha no quadrangular final.
Na final, diante do Uruguai, o Brasil chegou como franco favorito. Além de possuir um grande time e de estar em um bom momento na competição, a seleção precisava apenas de um empate para ficar com a taça. Mais de 170 mil pessoas compareceram ao Maracanã para apoiar o Brasil, porém fontes não oficiais afirmam que o público passou de 200 mil.
Mas, o que ninguém esperava era o empate do Uruguai com Schiafino e a virada aos 34 minutos do segundo tempo com Gighia entrando na área pela ponta direita. O Uruguaio ameaçou cruzar e bateu direto para o gol pegando de surpresa o goleiro brasileiro Barbosa, considerado por muitos o res- ponsável pela derrota. Virada uruguaia e decepção total no Maracanã lotado. A derrota ficou conhecida como o Maracanaço e até hoje é lembrada como uma das maiores decepções da história do futebol Brasileiro.
 
Foto Reprodução1954 - Mais uma surpresa
A Copa do Mundo de 1954, realizada na Suíça, foi a primeira Copa sediada na Europa após a 2ª Guerra Mundial. As seleções húngara, brasileira, uruguaia e alemã eram consideradas as melhores. O time da Hungria, liderada por Ferenc Puskás, campeão Olímpico de 1952, era considerado praticamente imbatível.
Porém, a exemplo do que aconteceu no Brasil quatro anos antes, a seleção favorita para ganhar o torneio, foi derrotada na final. Na decisão, a equipe liderada por Puskás perdeu de virada para a Alemanha Oriental pelo placar de 3 a 2.
Na primeira fase, as duas equipes haviam se enfrentado, sendo que a Hungria aplicou uma goleada de 8 a 3. O placar se explica pelo fato de a Alemanha ter adotado uma postura ousada, escalando um time reserva. Com a derrota, os alemães escaparam do confronto com as fortes seleções do Uruguai e Brasil, deixando teoricamente o caminho mais fácil até a final.
A Hungria, após derrotar o Brasil nas quartas e o Uruguai na semi-final chegou à decisão com grande cansaço físico, devido a qualidade dos adversários. Mesmo assim chegou a abrir dois a zero no placar, mas cedeu a virada faltando seis minutos para o termino da partida. Cansados, os húngaros não conseguiram recuperar o resultado.
 
Foto Reprodução1958 - A primeira de muitas alegrias - Brasil conquista seu 1º título
A Copa de 1958 tem um gosto especial para os brasileiros. Foi na Suécia em 1958 que o Brasil conquistou o seu primeiro título mundial e apresentou para o mundo o Rei do futebol, Pelé. Na época com 17 anos de idade, o garoto Pelé iniciou a competição no banco de reserva e somente no terceiro jogo diante da União Soviética conseguiu seu espaço no time. Inclusive foi o autor de um gol de placa na final diante da Suécia, vencida pelo Brasil por 5 a 2.
Foto ReproduçãoAs principais seleções do Torneio eram a anfitriã Suécia, a União Soviética que conquistara em 1956 a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, a Alemanha campeã do torneio em 1954 e a França. O Brasil era visto com desconfiança, já que convocou uma seleção mesclada, com jogadores experientes e jovens desconhecidos. A surpresa ficou para a desclassificação dos bicampeões uruguaios ainda nas eliminatórias. 
Foi a primeira vez que uma equipe sul-americana conquistou um mundial fora das Américas, feito só repetido em 2002 com mais uma conquista brasileira, desta vez em solo alemão.

Foto Reprodução1962 - O ano do Bi para o Brasil
Em 1962, a Copa ocorreu no Chile e foi o 7ª mundial realizado pela Fifa. O país foi escolhido mesmo sendo considerado por muitos incapaz de sediar o evento. A situação piorou ainda mais quando da ocorrência de um terremoto, pouco mais de dois anos antes do início da competição. A catástrofe deixou mais de cinco mil mortos. Porém, o país se esforçou e conseguiu organizar o Mundial.
As principais seleções daquele ano eram o campeão da Copa anterior, o Brasil, a Hungria, a Iugoslávia e Rússia. O Brasil, com praticamente o mesmo time campeão em 1958, sagrou-se campeão ao derrotar a Tchecoslováquia na final pelo placar de 3 a 1. As duas equipes haviam se enfrentado na primeira fase da competição pelo grupo 3, onde empataram em 0 a 0.
Com o título, o Brasil se juntava-se  a Uruguai e Itália, como as seleções mais vitoriosas do torneio. O Chile jogando em casa conseguiu conquistar um honroso terceiro lugar.

Foto Reprodução1966 - A volta do futebol às origens
O Mundial de 1966 foi realizado na Inglaterra, primeiro país a oficializar o jogo do Futebol. A exemplo da Copa de 1934 sediada pela Itália, os erros de arbitragem a favor dos anfitriões ofuscaram o brilho da competição. A Inglaterra foi beneficiada nas oitavas e na final, onde marcou um gol irregular, validado pela arbitragem.
A Inglaterra conquistou o seu primeiro e único Mundial derrotando a Alemanha Ocidental pelo Placar de 4 a 2. O grande nome da Copa foi Eusébio, também conhecido como "Pantera Negra". O jogador, nascido em Moçambique e naturalizado português, foi o artilheiro da competição e levou a Seleção portuguesa ao glorioso terceiro lugar.
O Brasil com um time desorganizado foi eliminado ainda na primeira fase da competição. Foi a primeira vez que o campeão não passou da primeira fase. O fracasso só se repetiu com os franceses no Mundial de 2002 no Japão e Coréia do Sul.

Foto Reprodução1970 - Brasil chega ao Tri
No ano de 1970, o México se tornou o primeiro país a sediar a Copa do Mundo fora da América do Sul e Europa. No mundial, o Brasil começou a mostrar a sua tradição no futebol. Com um futebol ofensivo, a seleção, comandada por craques como Pelé, Rivelino, Jairzinho, Tostão, Gérson e a liderança do capitão Carlos Alberto Torres, conquistou o mundial e a torcida mexicana.
Foto ReproduçãoA seleção brasileira encantou a torcida local com seis vitórias em seis jogos disputados, sendo que na final goleou a Itália por 4 a 1. Como o Brasil conquistou o tricampeonato, foi a primeira seleção a poder ficar definitivamente com a posse da Taça Jules Rimet. Está foi a última Copa disputada por Pelé.

Foto Reprodução1974 - Alemanha conquista o bi
O Mundial de 1974, realizado na Alemanha Ocidental, foi a décima edição do torneio e contou com a participação de 16 times, sendo que 99 disputaram as eliminatórias. Os donos da casa, os alemães, conquistaram o título diante da Holanda, grande equipe que ficou conhecida como a laranja mecânica, devido à cor laranja do uniforme e o estilo como jogava. A laranja mecânica apresentou ao mundo o carrossel holandês, considerado até hoje por muitos o melhor esquema tático da história do futebol, onde os jogadores não guardavam posições, dificultando a marcação adversária. A forma de jogar encantou os torcedores e transformou a seleção em franca favorita à conquista da competição.
 Mas, a seleção Holandesa, a exemplo de outras seleções em mundiais anterio- res, mesmo tendo o melhor time não conseguiu vencer a final. A partida diante da Alemanha Ocidental terminou com o placar de 2 a 1 para os alemães. Foi o segundo título mundial conquistado pelos alemães, que mais uma vez desbancavam o favoritismo do adversário na final, feito alcançado em 1954 diante da fortíssima seleção Húngara, na Copa da Suíça.
O Brasil não contava mais com as estrelas da copa de 1970 e não conseguiu repetir o sucesso da edição anterior. A equipe, comandada por Zagalo e taxada de retranqueira foi eliminada nas semifinais e perdeu a disputa do terceiro lugar para a seleção da Polônia, por 1 a 0.


Foto Reprodução1978 - Polêmica vitória da Argentina
O Mundial de 1978 foi disputado na Argentina e ocorreu em meio à ditadura militar vivida no país. A competição foi vencida pelos argentinos e cercada de polêmica. As semifinais da competição foram disputadas em duas chaves com quatro times, onde apenas o melhor de cada grupo passaria à final.
Na chave dos anfitriões estavam Brasil, Peru e Polônia. Como os jogos eram em datas diferentes, os argentinos entraram em campo na última rodada sabendo que precisariam vencer a equipe do Peru por quatros gols de diferença. Resultado: a Argentina venceu o jogo por 6 a 0 e ficou com a vaga. Na partida foi muito questionada o atuação do goleiro argentino naturalizado peruano, Quiroga, que foi acusado pela torcida peruana de ter recebido propina.
Poucos acreditavam que o time peruano que fazia uma boa campanha na competição pudesse levar uma goleada como aquela. Na volta da seleção peruana ao país, a torcida tentou agredir os jogadores sob pretexto de terem entregado o jogo aos argentinos. Na final, a Argentina derrotou a Holanda na prorrogação 3 a 1, após empate em 1 a 1 no tempo normal. Para evitar novas polêmicas na edição seguinte do torneio, a Fifa decidiu que os jogos decisivos de um mesmo grupo seriam realizados no mesmo dia e horário.

Foto Reprodução1982 - Empolgação e nova decepção
O mundial de 1982 apresentou ao mundo uma das mais belas seleções da história e mais um país tricampeão. A Itália conquistou o Tri, feito que até então apenas o Brasil havia conseguido, ao bater a Alemanha na final por 3 a1. Porém, quem encantou os torcedores espanhóis foi a seleção brasileira comandada pelo técnico Telê Santana, que montou um belo time que tinha como grande diferencial a presença do quadrado mágico formado por craques como Zico, Sócrates, Falcão e Junior Cerezo.
Na primeira fase, o Brasil conquistou três vitórias em três jogos. Na fase seguinte as equipes foram divididas em chaves de três. O Brasil decidiria a vaga para semifinais com Argentina e Itália. No primeiro jogo contra os Argentinos vitória por 3 a 1. Como os Italianos venceram a Argentina por 2 a 1, bastava para o Brasil conseguir um empate diante da Itália, já que possuía melhor saldo de gols. Tarefa fácil para quem estava com 100% de aproveitamento na competição, além de a Itália ter empatado todos os jogos da fase inicial.
Mas, o que parecia fácil se complicou logo aos cinco minutos com o gol de Paulo Rossi, de cabeça.  Porém, o Brasil não se abateu e logo empatou com Sócrates em chute cruzado. Logo após o Brasil erra e Paulo Rossi aproveita e marca o segundo. Na segunda etapa, o Falcão deixa tudo igual. Mas Paulo Rossi, marca novamente e acaba com o sonho do tetra brasileiro. A partida até hoje é lembrada pelos brasileiros como a tragédia do Sarriá.

Foto Reprodução1986 - Bi com a "mão de Deus"
O Mundial de 1986 foi disputado no México e apresentou ao mundo o craque argentino Diego Armando Maradona. O craque levou a Argentina ao título invicto da competição com um brilho todo especial por ter superado grandes seleções como Itália, Uruguai, Inglaterra e Alemanha. O brilho só não foi maior devido ao episódio ocorrido no jogo contra os ingleses, onde Maradona marcou um gol com a mão, que foi validado pelo árbitro da partida.
O lance até hoje é motivo de discussões. Maradona, em tom de brincadeira e ironia, diz que aquele gol foi feito com a "mão de Deus". Porém, no mesmo jogo o craque argentino fez um gol antológico, onde passou por seis jogadores ingleses e ainda o goleiro antes de marcar. Na final, a equipe superou a Alemanha Oriental por 3 a 2 e conquistou o bicampeonato.
Já o Brasil, a exemplo do que havia acontecido no mundial anterior disputado na Espanha, foi à Copa sob o comando do técnico Telê Santana. A seleção não foi tão badalada como a do mundial anterior, mas iniciou a competição apresentando um futebol solto. A equipe chegou às quartas-de-final sem sofrer gols. Nas oitava, os brasileiros haviam goleado a Polônia por 4 a 0 em jogo que marcou a volta de Zico, após uma lesão no joelho. Com o placar elástico, o Brasil foi para as quartas para encarar a França de Michel Platini.
O duelo com os franceses foi marcado pelo equilíbrio. Aos 18 minutos, Careca colocou o Brasil em vantagem. Porém, Platini conseguiu o empate no final do primeiro tempo. Na segunda etapa, Zico desperdiçou um pênalti e o jogo terminou empatado.
Na prorrogação, a partida permaneceu empatada e nos pênalti os franceses deram fim ao sonho do tetra brasileiro.


Foto Reprodução1990 - Brasil repete mau desempenho da Copa anterior
A Copa do Mundo de 1990, disputada na Itália, ficou conhecida como a Copa das retrancas. A competição registrou a pior média de gols da história dos mundiais. O título ficou com a Alemanha, que se igualou a Brasil e Itália, os dois únicos tricampeões mundiais até então. A equipe alemã venceu a Argentina na final pelo placar de 1 a 0.
Já o Brasil repetiu o mau desempenho da Copa de 1986, sendo eliminado nas oitavas-de-final pela argentina de Maradona. A equipe dirigida por Sebastião Lazaroni enfrentou problemas internos. Rumores davam conta de que a equipe era desunida. Para complicar, o atacante Romário, que vivia um bom momento, se contundiu e não pôde disputar o mundial.
A imprensa da época disparou muitas críticas contra a seleção. O principal alvo era o atual técnico da seleção brasileira, Dunga, que foi apontado como o principal responsável pelo fraco desempenho. A alegação era de que o estilo de jogo aguerrido do jogador fazia com que a equipe se tornasse muito defensiva.

Foto Reprodução1994 - A copa do Baixinho e do Tetra
O Mundial de 1994 ficou marcado pelo grande público presente nos estádios em todos os jogos. Para os brasileiros a competição ficou marcada pela tão sonha conquista do tetra. Após 24 anos de espera, a seleção voltava a conquistar o título mundial e se tornava o único país tetracampeão mundial.
A seleção foi comandada pelo técnico Carlos Alberto Parreira. Além de possuir um grupo muito unido, o Brasil contava com a habilidade e o faro de gol do atacante Romário. Alem do Tetra, o Baixinho trouxe para o Brasil o troféu de melhor jogador da competição.
Para conquistar o Mundial, a desacreditada seleção brasileira desempenha- va um futebol pouco empolgante, mas com muita obediência tática. A equipe era sólida em seu sistema defensivo e Dunga dava a resposta aos críticos, desempenhando um papel de forte marcação que dava proteção à zaga.
Com um ambiente bom e uma equipe aguerrida ao estilo de Dunga, combinado ao futebol mágico de Romário, a equipe sagrou-se campeã diante da Itália nos pênaltis após empate em 0 a 0 no tempo normal. Era a redenção para um grupo tão criticado, mas que sempre se manteve unido.

Foto Reprodução1998 -  A Copa da França
O Mundial de 1998 foi disputado na França e integrou a seleção anfitriã ao seleto grupo dos campeões mundiais. Jogando em casa, a França conseguiu conquistar a sua primeira Copa do Mundo. Os franceses fizeram uma campanha sólida e deram "um ba- nho" de futebol na seleção brasileira, comandada por Zagalo, na final. A equipe comandada por Zidane aplicou 3 a 0 no Brasil, merecidamente. A surpresa ficou por conta da seleção da Croácia, que venceu a Holanda na disputa pelo terceiro lugar.
A decisão da competição gera polêmica até hoje. Muito se fala na convulsão vivida por Ronaldo Fenômeno mo- mentos antes da final e da sua escalação para o jogo. Mas, a verdade é que a seleção brasileira, ao longo da competição, não fez uma campanha merecedora do título, enquanto a França vinha com um time sólido e, principalmente, com os "pés no chão".
Os franceses tiveram dificuldades em alguns jogos, mas terminaram a competição invictos, com a melhor defesa, o melhor ataque e o melhor jogador da competição, Zidane. Já o Brasil teve a pior defesa e duas derrotas na competição, uma delas para os franceses na final. Assim terminou o Mundial e o sonho do penta brasileiro.


Foto Reprodução2002: a volta do fenômeno e o penta
 O Mundial de 2002 foi marcado pelas novidades. Foi a primeira vez que dois países sediaram em conjunto uma Copa do Mundo. Também foi o primeiro e único a ter três países classificados de forma automática para a competição. Alem dos organizadores do torneio, Japão e Coréia do Sul, a França campeã da edição anterior, também estava confirmada.
E se a Copa era das novidades, quem roubou a cena foi alguém bem conhecido. Ronaldo Fenômeno foi o nome do Mundial. Além de conquistar o título com a seleção brasileira, o Fenômeno conquistou a artilharia da competição com oito gols.
Foto ReproduçãoRonaldo conseguiu apagar a má impressão deixada na copa anterior, na França, onde foi acusado de ter "amarelado" na final contra os franceses. A própria convocação do Fenômeno para o mundial era vista com desconfiança, já que o camisa nove havia sofrido duas graves lesões. Ronaldo ficou afastado dos gramados por praticamente dois anos e muitos nem acreditavam que ele poderia voltar a jogar um bom futebol, que dirá ser o artilheiro da competição. Ronaldo era apenas um dos jogadores da desacreditada seleção brasileira comandada por Luiz Felipe Escolari.
Na competição o Brasil venceu os sete jogos que disputou. Na final contra os alemães, o Brasil venceu por 2 a 0, gols de Ronaldo Fenômeno, que travou um duelo com o goleiro alemão Oliver Kahn, que até então só havia sofrido um único gol na competição. Com o espírito aguerrido imposto por Felipão, a seleção brasileira conquistava o penta.

Foto Reprodução2006 - Itália conquista o tetra
 O Mundial de 2006 foi a última copa disputada. A Alemanha foi a sede da competição conquistada mais uma vez por uma seleção até certo ponto desacreditada. Pouco se falava da Itália no início da competição, porém, a tradição da Azurra prevaleceu e os italianos comemoram o título e passaram a ser a segunda seleção a possuir quatro títulos mundiais, feito alcançado apenas pelo Brasil, detentor de cinco títulos.
Com uma seleção muito aguerrida com base na forte marcação, a Itália foi chegando de vagarinho e levantou o caneco diante da França nos pênaltis após empate em 1 a 1 no tempo normal.
Foto ReproduçãoMuito pouco se falou na seleção italiana pelo fato das atenções estarem voltadas para seleção brasileira, a grande favorita do torneio, dirigida por Carlos Alberto Parreira e que havia vencido a Copa das Confederações, em que mostrou, nas rodadas decisivas, que tinha força ao passar pela Alemanha nas semifinais e depois dar um verdadeiro "baile" de 4 a 1, na final, contra a forte seleção da Argentina, uma das favoritas.
A seleção que contava com jogadores como Ronaldo Fenômeno, Ronaldo Gaúcho, Kaka, Adriano e Robinho, não conseguiu apresentar um bom futebol e foi levada à eliminação nas quartas de final, mais uma vez pelos franceses, mostrando assim que a seleção francesa não alivia para o Brasil quando o assunto é Copa do Mundo.


A Seleção de Dunga
 
Dunga - Técnico
 
Foto Reprodução
- Nome: Carlos Caetano Bledorn Verri
- Nascimento: 31/10/1963, em Ijuí (RS)
- Clubes como jogador: Internacional (1983 - 1984), Corinthians (1984 - 1985), Santos (1986), Pisa-ITA (1987 - 1988), Vasco (1987), Fiorentina-ITA (1988 - 1992), Pescara-ITA (1992 - 1993), Stuttgart-ALE (1993 - 1995), Jubilo Iwata-JAP (1995 - 1998), Internacional (1999 - 2000); Títulos como jogador: 2 Campeonatos Gaúchos (1983 e 1984), Campeonato Carioca (1987), 2 Copas Américas (1989 e 1997), Copa do Mundo (1994), Campeonato Japonês (1997)
Copas do Mundo pela seleção: 1990, 1994 e 1998

Goleiros

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- Júlio Cesar tem 30 anos e atua como goleiro da Internazionale de Milão
-Gomes tem 29 anos é o goleiro do Tottenham Hotspur
- Doni tem 30 anos e atua como goleiro do Roma.

Laterais

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- Maicon tem 28 anos e atua na lateral-direita Internazionale de Milão
- Daniel Alves tem 27 anos e atua na lateral-direita do Barcelona
- Gilberto tem 34 anos é lateral-esquerdo e atua pelo Cruzeiro
- Michel Bastos tem 26 anos é lateral-esquerdo e atua no Lyon.

Zagueiros

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- Luisão tem 29 anos e atua como zagueiro no Benfica
- Lúcio tem 32 anos e é zagueiro da Internazionale de Milan
- Ruan tem 30 anos é zagueiro e atualmente joga no Roma
- Thiago Silva tem 25 anos e é zagueiro do Milan

Meias

Foto Reprodução

- Gilberto Silva tem 33 anos e defende as cores  o Panathinaikos
- Elano tem 28 anos e joga atualmente no Galatasaray da Turquia
- Júlio Baptista te 28 anos e joga pelo Roma
- Josué tem 29 anos atua pelo Wolfsburg da Alemanha
- Kaká tem 28 anos e atua pelo Real Madrid
- Felipe Melo tem 26 anos e atua como Volante pela Juventus
- Ramires tem 23 anos e atua pelo Benfica
- Kleberson tem 31 anos e defende as  cores do Flamengo.

Atacantes

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- Nilmar tem 25 anos e atua no Villarreal da Espanha
- Grafite tem 30 anos e joga pelo Wolfsburg da Alemanha.
- Robinho tem 26 anos e atua como atacante pela equipe do Santos
- Luís Fabiano tem 29 anos e atua como atacante pelo Sevilla









Histórico da TAÇA mais cobiçada do futebol

A Taça Fifa é feita de ouro maciço de 18 quilates. O troféu iniciou uma tour pelo mundo no dia 21 de setembro do ano passado, partindo da sede da Fifa, em Zurique, na Suíça, em direção à cidade do Cairo, no Egito. Depois da final da Copa do Mundo da África do Sul, no dia 11 de julho, em Johanesburgo, ela será entregue ao campeão.

O país vencedor ficará com a taça pelos próximos quatro anos. Depois desse período, os campeões receberão uma réplica da Fifa. O troféu deve chegar na África do Sul no dia 4 de maio, depois de passar por 86 países em 225 dias, percorrendo 134.107 quilômetros. A distância é equivalente a três voltas no mundo. Todos os países do continente africano estão na rota da taça. Ela passou pelo Brasil em fevereiro deste ano. No Rio de Janeiro, foi exposta num pavilhão com capacidade para 10 mil pessoas, com cinco ambientes que contavam a histórias das Copas. Em São Paulo, o símbolo da conquista da Copa do Mundo foi exibido no Memorial da América Latina.
O atual troféu foi feito em substituição ao Jules Rimet, em 1974. O antigo troféu foi batizado em homenagem ao antigo presidente da Fifa. A taça, que foi entregue aos campeões mundiais de 1930 a 1970, ficou definitivamente com o Brasil depois da conquista do tricampeonato mundial na Copa de 1970, no México, mas foi roubado em 1983. A Taça Fifa só poderá ser trocada quando o espaço onde está escrito o nome dos países campeões for totalmente preenchido. Mesmo assim, ficará de posse da entidade que regula o futebol no mundo.

Um leopardo é o Mascote da Copa de 2010

A África do Sul escolheu um dos animais de sua rica fauna para ser a mascote da Copa-2010. O leopardo Zakumi se apresenta com corpo amarelo e cabelo verde. Segundo o criador Andries Odendaal, trata-se de um "disfarce" para que o felino possa se esconder
no gramado. As cores também fazem menção ao uniforme da seleção dona da casa.
Lançado em setembro de 2008, Zakumi "nasceu" em 1994, ano no qual a África do Sul começou a viver na democracia e deixou para trás o apartheid. A mascote 'comemora aniversário' no dia 16 de junho, Dia da Juventude no país.
O nome do leopardo se baseou nos termos "za", de "África do Sul" (em um dos idiomas locais), e "kumi", que em diferentes línguas africanas significa "dez". O termo pode ser interpretado como "vem aqui" em algumas línguas africanas. Segundo seus criadores, Zakumi possui espírito aventureiro, espontaneidade e muita energia para animar os torcedores.


Sede da Copa 2010

ÁFRICA DO SUL é um pais de contrastes

Com 1.219.912 km2, a África do Sul tem quase o tamanho do Estado do Pará. Os 2.798 quilômetros de costas são banhados pelos oceanos Atlântico e Índico. A nação conta com nove Estados: Cabo Ocidental, Cabo Oriental, Cabo Setentrional, Estado Livre (Free State), Gauteng, KwaZulu-Natal, Limpopo, Mpumalanga e Noroeste.

Fato curioso é que existe uma capital para cada um dos três poderes: Pretoria (Executivo), Cidade do Cabo (Legislativo) e Bloemfontein (Judiciário). Porém, a maior e mais rica cidade é Johanesburgo, capital do próspero Estado de Gauteng, que produz 10% das riquezas de todo o continente africano.
A população sul-africana é estimada em aproximadamente 50 milhões, sendo 79% negros, 9% brancos, 9% mestiços e 3% asiáticos/indianos. Onze línguas são oficialmente reconhecidas: o inglês e o africâner foram introduzidos pelos colonizadores europeus, enquanto o ndebele, o sotho e o sotho do norte, além do swazi, tswana, tsonga, venda, xhosa e zulu são variantes da raiz banto - o "latim" da África. A riqueza do país está concentrada em quatro regiões metropolitanas (Johanesburgo/ Pretoria, Cidade do Cabo, Durban e Port Elizabeth), com as demais regiões sendo na maior parte relegadas à pobreza.
Economia emergente, com alguns setores de infra-estrutura bem desenvolvidos e rico em recursos naturais, o país tem as maiores reservas de ouro, platina e cromo do mundo. Até 1994, sofreu com embargos econômicos relacionados ao apartheid. As reformas de abertura na economia surtiram efeito na saúde financeira local. Apesar da prosperidade vista durante determinado período, com taxas de crescimento de 5% em três anos consecutivos e boom no turismo, os índices de desemprego (25%) permaneceram altos e o mercado informal vem crescendo. Uma crise no setor energético e a recessão mundial fizeram com que o PIB caísse 1,9% em 2009.
Os efeitos de séculos de segregação ainda são notáveis: é o 2º país mais desigual do mundo, segundo o Índice Gini, atrás apenas de sua ex-colônia e vizinho Namíbia. No Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), os sul-africanos vêm ano a ano caindo de posição no ranking mundial e hoje estão em 129º. Metade da população vive abaixo da linha de pobreza. A imigração proveniente de países como Zimbábue, Moçambique, Botsuana e República Democrática do Congo têm aumentado a miséria e agravado problemas relacionados à xenofobia, já que sul-africanos temem que eles roubem seus empregos. Mas a esmagadora maioria dos imigrantes está no mercado informal.

16 anos de democracia
O fim do apartheid e a passagem à democracia começaram no governo De Klerk e culminaram nas eleições de 94, quando Nelson Mandela assumiu a presidência. Seu partido, o Congresso Nacional Africano detém o poder desde então, enfrentando dificuldades para reerguer o país, principalmente na economia, segurança e saúde pública. Empossado em 2009, Jacob Zuma é quem, hoje, preside o país.


Feira das Mangueiras

32 anos de bons negócios

Foto Divulgação Foto Divulgação
Em Contagem, quando se fala em comprar, vender ou trocar automóveis, ferramentas, roupas, eletrodomésticos e muitos outros produtos novos e usados, a população sempre lembra de um lugar, a famosa Feira das Mangueiras, mais conhecida por Feira da Toshiba.
A feira fica no terreno da antiga fazenda Filemon, no bairro Amazonas, local com muitos pés de mangueiras, de onde vem o nome oficial da feira, mas, por ser instalada atrás da fábrica da Toshiba, passou a ter como referência a empresa japonesa, sendo conhecida como Feira da To-shiba.

Foto DivulgaçãoA feira
Nomes à parte, é nela que há mais de 30 anos, todos os domingos, centenas de pessoas se encontra, pela manhã, para realizar negócios, numa das maiores feiras a céu aberto do Estado. Desde 1997, quando foi fundada a ASAFAM, a feira se organiza melhor, pois a associação se preocupa em oferecer um espaço com boas condições para os frequentadores. 
Presidida por Omiranilde Matilde, mais conhecido como Dedé, atualmente a feira conta com praça de alimentação, sanitários, serviço de publicidade em sistema de som, consulta de documentação junto ao Detran, além de eventos culturais com shows e danças, após as 16hs."A feira hoje é um ponto de encontro da população, além de ser um local responsável por gerar a economia do município, oferecer lazer e realizar sonhos", afirma o presidente.
Embora jamais se tenha feito uma pesquisa para saber o número de frequentadores da feira, Omiranilde garante que, a cada domingo, passam pelo local pelo menos cinco mil pessoas, número que tem crescido constantemente.
Por esta razão, os responsáveis pela feira alertam aos órgãos ligados à segurança e fiscalização, para que repensem as ações na Feira.

Foto DivulgaçãoSegurança
Localizada em um terreno cercado por um alambrado, que recentemente foi pintado com as cores verde e amarelo para o período da Copa, a segurança do local é um dos orgulhos de Dedé, que programou, para os dias de jogos da Copa, aos domingos, a transmissão ao vivo pelo sistema de som, além da instalação de uma TV na praça de alimentação, para exibição das partidas.
Os frequentadores podem contar com uma série de serviço que visam oferecer comodidade e segurança, dentre eles a possibilidade de pagar suas compras com cartões de crédito, além de recarga de créditos para celular e serviço de utilidade pública, ao anunciar pertences e documentos perdidos e orientar os usuários da feira, serviços que, ao lado da segurança oferecida, fez da feira uma referência para as pessoas que fazem negócios ali, principalmente, os interessados em voltar para casa dirigindo um automóvel.
"Aqui, oferecemos consulta ao Detran e conselho na hora de comprar um veículo, porque estamos neste negócio há muito tempo e sabemos das falcatruas que existem por aí", garante Dedé, destacando ainda que "a ASAFAM não tem como se responsabilizar pelos negócios realizados na feira, por isso as pessoas devem ficar atentas e nos procurar antes de fechar uma compra. Neste caso, temos como orientar as pessoas em seus negócios", complementou o presidente.

Foto DivulgaçãoHistória
Dedé conta que a história da Feira das Mangueiras começou em 1978, quando um grupo de amigos e comerciantes de automóveis decidiram se juntar para vender os carros nas portas de suas casas, mas que, com o passar do tempo isto já não bastava, querendo inovar mais ainda. Foi quando realizaram uma primeira feira, em um terreno as margens da BR-381(Fernão Dias), onde hoje se encontro o Carretão Gaúcho, e que ficou conhecida como Feira do Macro.
De lá para cá, os amigos ainda passaram por mais dois locais até se fixarem, onde atualmente se localiza a feira, revelou o presidente da ASAFAM e um dos fundadores da feira, que hoje é um sucesso. "Para mim, a feira representa tudo. Hoje, com 52 anos e desde o início nesta batalha, é um orgulho poder ter participado deste brilhante projeto, que se tornou a minha vida", assinalou Dedé, emocionado.
Da mesma forma que o presidente, quem também se emociona ao falar da feira é a proprietária do Box A4, Maria José Botelho, que comercializa roupas há dez anos no local e garante que este trabalho possibilitou o sustento de sua família durante muitos anos. "Eu não sei o que seria de mim sem a Feira das Mangueiras, pois estou aqui todos os domingos, trabalhando e levando um dinheirinho para casa", disse Maria.
Segundo Dedé, atualmente a feira é responsável por oferecer diretamente, há mais de 300 famílias, uma oportunidade de trabalhar e gerar renda, o que é bom para as pessoas e para a cidade. E quem desejar mais informações sobre a Feira das Mangueiras, basta acessar o site www.asafam.com.br ou entrar em contato pelo telefone (31) 3363-3016.








 

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