A cartilha, em forma de revista infantil em quadrinhos, é a primeira do gênero em Minas Gerais. O material será distribuído para milhares de crianças do Estado. O gibi “a Turma do Psit" apresentará às crianças, de forma simples e lúdica, detalhes sobre as questões do tráfico no Brasil. Segundo o gerente de Proteção a Fauna, Flora e Bioprospecção do IEF, Miguel Ribon, a distribuição do material terá início na cidade de Governador Valadares, nos dias 21 e 22 de outubro.
Na ocasião, ocorrerá o evento de envolvimento com a campanha voltado para o público infantil das escolas municipais e estaduais da região. As crianças participarão de um “Circo Ambiental”, onde terão acesso a oficinas de reciclagem, palestras sobre tráfico de animais, teatro sobre prevenção de incêndio e uma área de lazer com brinquedos infláveis.
O encontro também acontece nas cidades de Mariana e Divinópolis, em novembro, e contará com profissionais da área ambiental, monitores, trupe circense, oficineiros e equipe de produção. A estimativa é que cerca de 800 crianças participem em cada município.
De acordo com o gerente, o trabalho com o público de oito a doze anos é fundamental para a formação de opinião consciente. “Estamos preocupados, principalmente, em promover uma educação ambiental com as crianças que tomarão as decisões certas no futuro e que são uma ponte para a conscientização das famílias também”, ressalta.
Ribon explica que a Campanha Estadual de Combates ao Tráfico de Animais Silvestres visa promover ações educativas sobre o comércio ilegal da biodiversidade em Minas Gerais. Durante 180 dias, entre junho e novembro, o IEF promove ações em pontos estratégicos do Estado. “Esperamos sensibilizar a sociedade civil mineira, buscando uma conscientização sobre os danos do comércio ilegal de animais silvestres e estimular sua participação nas ações de preservação da fauna”, afirma o gerente.
A captura de animais para comercialização ilegal é proibida por lei e consiste numa das maiores agressões à manutenção da biodiversidade, colocando em risco de extinção muitas das espécies nativas brasileiras. Este comércio ilegal da vida selvagem é a terceira maior atividade ilícita do mundo, perdendo apenas para o tráfico de armas e drogas.
Fonte: IEF
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