Fiemg cobra mais investimentos e alerta para desindustrialização a nível nacional

Foto DivulgaçãoA presença da presidente Dilma Rousseff, na solenidade realizada no Teatro Sesiminas, foi aproveitada pelo presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado, para cobrar investimentos em infraestrutura viária para o Estado e a Região Metropolitana de Belo Horizonte, em particular.
De acordo com a fala do presidente, "as estradas que cortam Minas, mais que nos unem, unem o Brasil, e não podemos ter suas remodelações postergadas, como se não fossem essenciais. Nossa BR 381 e o Anel Rodoviário precisam ter prioridade nacional", frisou Machado ao reiterar à presidente a necessidade de urgentes intervenções em praticamente toda a malha rodoviária federal que corta Minas.

Preocupações
O líder empresarial, a par de tecer elogios às medidas econômicas adotadas no âmbito do programa Brasil Maior, tais como a desoneração da folha, o fim da guerra dos portos, a redução de juros e do custo da energia, aproveitou o momento para também firmar sua preocupação com a deterioração da competitividade da indústria nacional. Segundo ele, as pesquisas regulares feitas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que "o custo do trabalho e a reduzida produtividade da mão de obra estão entre os principais fatores que limitam a competitividade da indústria brasileira", disse.
Ele ainda criticou a legislação trabalhista, afirmando que, muito embora o debate sobre produtividade no Brasil privilegie a inovação e a qualificação de recursos humanos, é ainda a regulação trabalhista que tem sido decisiva para manter a produtividade estagnada", colocou, acrescentando que também há insegurança jurídica em relação à legislação trabalhista e ao custo elevado do emprego formal.
Para o presidente da Fiemg, se o país quer ter uma indústria pujante e sólida, com marcos regulatórios definidos, é fundamental contar com a força de trabalho. "Recente pesquisa realizada com empresários da indústria mineira deixou de apontar para juros e impostos como nosso maior entrave. A maior preocupação do industrial mineiro é a falta de mão de obra qualificada", revelou Machado, apontando para a necessidade de se ampliar significativamente os cursos de capacitação profissional do país.
Olavo também tomou a defesa do crescimento econômico, através de uma política de juros baixos, na contramão do que classificou como "arautos do apocalipse", que pedem o aumento de juros para combater a inflação, olhando tão somente para a sazonalidade da safra de tomates. "É chegado o momento de criar mecanismos para facilitar ainda mais o acesso ao crédito para aqueles que começam um novo empreendimento e principalmente para aqueles que sempre se arriscaram a produzir", disse, lembrando que, o micro e pequeno industrial, "mais do que nunca", precisa de apoio e acesso ao crédito para crescer.
 

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