Ano novo, vida nova! Mas, em ano eleitoral, o que está para chegar tende a ser reflexo dos acontecimentos do final do ano que ainda estamos, quando um grande número de administradores municipais se preocupam em entregar à população as chamadas obras de fachada. Sempre com muita festa, no sentido de aparecer positivamente junto aos eleitores, pensando na reeleição ou eleição de seus apadrinhados.
Assim, pululam as frívolas inaugurações de pracinhas, quadras esportivas, casquilhas de asfalto e outras do gênero, posando de 'boa gente'. Agrada quem mora no entorno das benfeitorias, mas deixa de lado a solução para os reais problemas do povo.
Ficam faltando as creches e escolas, controle de enchentes, abastecimento de água, tratamento de esgoto e melhoria no atendimento da saúde, que tem submetido a população a eterno sofrimento em busca de consultas e cirurgias.
De nada adianta a quadra se não há profissionais para dar treinamento, ou um lindo posto de saúde sem médico, equipamentos ou medicamento.
Para cumprir o dever para o qual foi eleito, o administrador tem de manter esses serviços essenciais. Do contrário, não passa de um enganador do eleitorado.
Por isso ignorando estas obras de fachada, a população deve analisar exclusivamente se o prefeito - que agora já se embandeira para concorrer a um segundo mandato ou lá colocar alguém de sua confiança - cumpriu, nesses últimos três anos, aquilo que prometeu em campanha para conseguir os votos que o elegeram.
Não deve se contentar com obras feitas apenas para aparecer, quando os verdadeiros problemas da cidade continuam sem solução.
Promessas de campanha, são mais que propostas. São compromissos. E compromissos são feitos para serem cumpridos. Não sendo, estão renegando os votos recebidos e não são dignas de confiança para permanecer, ou indicar seu sucessor.
Essa é a hora do eleitorado cobrar a solução que, antes das eleições, todos os candidatos dizem conhecer. É o único momento em que o povo-patrão pode influir no rumo dos acontecimentos. Se não o fizer, só lhe resta a opção de lamentar o atraso durante mais quatro anos.
Por isso, o eleitor precisa analisar seriamente os governos daqueles que querem se reeleger ou quem estão indicando para sucedê-los, pois um governo pode terminar muito bem avaliado, mas não pode garantir que aquele que virá, andará na mesma trilha.
Certo é que, quando um prefeito anuncia ou entrega uma obra, não está fazendo nada mais do que sua obrigação. Tudo o que o governo faz é com o dinheiro dos impostos pagos pela população. O governante que hoje posa de papai-noel, dando ao povo "presentes" pagos pelo próprio povo, e com isso tenta ganhar votos, precisa tomar muito cuidado para evitar o descrédito.
Hoje, nem as crianças acreditam mais no bom velhinho e é difícil o povo crer na existência de bons políticos...
É bom que, novos ou velhos, eles coloquem as barbas de molho.



