Procon alerta pais na hora de comprar a lista do material escolar

Esse ano as aFoto Reproduçãoulas se inicia mais cedo, por causa da Copa do Mundo, que será realizada em nosso País. Com isso, os pais acabam saindo para pesquisar preço do material escolar com certa antecedência.

Para a empresária Izolete Krull Kogi, a venda dos itens de material escolar aumentou aproximadamente 70%, nessa segunda quinzena de Janeiro. “As vendas esse ano começaram mais cedo, devido a Copa do Mundo, onde as aulas se iniciam antes. O que mais está saindo é o material escolar básico como: caderno, borracha, lápis entre outros”, conta.

Esse ano as listas de material escolar das escolas particulares não podem estar pedindo os itens de uso comum como papel ofício em grandes quantidades, papel higiênico, álcool, flanela e outros produtos administrativos, de consumo, de limpeza e higiene pessoal. Estão incluídas nesta lista fita adesiva, cartolina, estêncil, grampeador e grampos, papel para impressora, talheres e copos descartáveis e esponja para louça, entre outros itens que não sejam utilizados exclusivamente pelo aluno.

 A lei 12.886/2013 sancionada pela presidente Dilma Rousseff, no dia 27 de novembro, proíbe a exigência dos itens de uso coletivo, como materiais de escritório ou de limpeza. Segundo a norma, a exigência é abusiva e os produtos devem ser de responsabilidade das escolas. Caso constem na lista, as escolas serão autuadas e multadas. O Procon estabelece multa de R$ 400,00 a R$ 6 milhões, de acordo com o faturamento da escola.

Segundo diretores do Procon, a lei vale para todas as escolas, porém é mais especifica às particulares. “As públicas não podem solicitar esse tipo de material, que é de responsabilidade do município ou do Estado. Já as particulares não podem cobrar direto dos pais esses produtos, mas incluí-los na planilha de custo apresentada aos pais na matrícula. Se alguns desses itens tiver na lista, não será necessário comprá-los. Os responsáveis não precisarão comprar esses materiais por que a lei garante que não é obrigação dos pais e sim da escola fornecer esses itens”, ressalta.

Para Luciane, que tem sua filha matriculada esse ano no Jardim, conta que todo o material que a escola pede é utilizado. “Vejo através dos trabalhos que são entregues pelos professores, que realmente a escola utiliza com o aluno tudo que é pedido na lista de material, eu não me importo de comprar o que a escola me pede”, comenta.

Outra opção

Fracionar a compra de material escolar pode ser uma boa opção para economizar na volta às aulas. No caso dos livros, o ideal é buscar as lojas das próprias editoras. Verifique o que é possível aproveitar dos anos anteriores.
As dicas são do economista e professor da Trevisan Escola de Negócios, Cláudio Gonçalves.
 
“As listas normalmente são muito extensas, inclusive a de livros. É possível, com a ajuda da escola, selecionar o que é mais necessário neste primeiro mês de aula e fazer a compra em duas etapas. Os itens restantes podem ser adquiridos em fevereiro, quando o orçamento já está menos comprometido”, explica.
 
Gonçalves afirma que outro ponto muito importante nesse momento é a pesquisa. Existem diversos tipos de comércio e os preços diferem em cada um deles. “Normalmente lojas especializadas ou varejistas têm valores mais acessíveis”, aponta. “As lojas de shopping costumam ter um custo maior”.
 
No caso dos livros, o ideal é buscar as lojas das próprias editoras, evitando intermediários. As compras online também têm sido atrativas, desde que feitas em sites conhecidos e confiáveis.

Algumas dicas
 
1)   verifique o que é possível aproveitar dos anos anteriores;
2)   dedique tempo à pesquisa de preços;
3)   verifique se o colégio de seus filhos organizará feiras de livros e materiais. Essas feiras são boas oportunidades para economizar;
4)   Se possível, fracione as compras;
5)   Tente organizar compras conjuntas em estabelecimentos varejistas;
6)   E, se conseguir, evite levar as crianças no momento da compra.

 

Enquete

Qual o maior problema de Contagem na atualidade?