CeasaMinas participa de Simpósio de Minimamente Processados

CeasaMinas participa de Simpósio de Minimamente Processados

A CeasaMinas participou, entre os dias 23 e 28 de outubro, do sexto Encontro Nacional de Processamento Mínimo de Frutas e Hortaliças, ocorrido em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. O simpósio, organizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), levantou os avanços tecnológicos da área de processamento mínimo de frutas e hortaliças, como também a necessidade de redução das perdas e extensão da vida útil desses alimentos.

Representando a CeasaMinas, Tarcísio Fernandes, da Seção de Estudos Estratégicos, e Mara Amaral, antiga estagiária da Seção de Agroqualidade, apresentaram o estudo que aponta a situação do mercado de minimamente processados em Belo Horizonte, cidade vizinha à CeasaMinas. Além da Central de Abastecimento mineira, participaram do encontro nacional a Embrapa, Fundação Oswaldo Cruz, Sadia e pesquisadores de universidades.

Conheça o estudo da CeasaMinas:
O estudo “Panorama do Mercado de Frutas e Hortaliças Minimamente Processadas em Belo Horizonte” aponta que esses alimentos ainda são pouco ofertados na capital mineira, em apenas 18,8% dos estabelecimentos varejistas. Os principais motivos são o elevado investimento requerido no processamento e armazenamento e a falta de conhecimento dos consumidores sobre a existência dos mesmos – segundo a pesquisa, apenas 40% dos belo-horizontinos conhecem esse segmento.

Tarcísio Fernandes e Mara Amaral, responsáveis pelo trabalho, apontam, porém, que a tendência é de crescimento das vendas em supermercados e sacolões da região, em função da crescente demanda por alimentos saudáveis, práticos e de qualidade. “O crescimento registrado nos últimos meses foi de 76%”, sinaliza Tarcísio.

Segundo os pesquisadores, fatores como poder aquisitivo da população e número de pessoas por família foram determinantes para o sucesso de venda. “Em geral, bairros com maior poder aquisitivo e com menor número de pessoas por residência consomem mais alimentos minimamente processados”, dizem.

Hortaliças como mandioca, abóbora moranga e salada de folhas significam, juntas, mais de 35% das vendas. Já as frutas, como melancia, abacaxi e salada de frutas, representam cerca de 15%. Para os pesquisadores, atributos como tamanho do fruto, alimento já sem casca e garantia de qualidade são fatores que levam à preferência pelos chamados “fresh cut”.

“É de grande importância ressaltar, porém, que o processamento não deve ser entendido como uma válvula de escape para os alimentos que ficaram expostos na gôndola e não obtiveram sucesso nas vendas”, esclarecem.

Fonte: CeasaMinas
 

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