Produção industrial confirma recuperação da economia em Minas Gerais

Os indicadores conjunturais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativos ao desempenho industrial continuam confirmando a recuperação da economia mineira. Os dados divulgados, nesta sexta-feira (7), destacam que a produção da indústria mineira cresceu 2,8% entre fevereiro e março. Já na comparação com março de 2009, a alta ficou em 22,4%. Também no primeiro trimestre de 2010 a indústria registrou expansões tanto em relação ao mesmo período do ano passado (25,3%) como no confronto com o trimestre imediatamente anterior (4,5%).
A alta de 22,4% frente a março de 2009 atingiu 10 dos 13 setores investigados. O desempenho positivo pode ser explicado, em grande parte, pelos desempenhos da metalurgia básica (44,2%), da indústria extrativa (56,4%), veículos automotores (14,7%), máquinas e equipamentos (68,1%), minerais não metálicos (19,1%) e alimentos (8,2%).
No acumulado no ano, segundo o IBGE, a alta de 25,3% foi consequência do desempenho de nove dos 13 ramos, com destaque para a metalurgia básica (59,9%), para a indústria extrativa (57,9%) e para as máquinas e equipamentos (106,7%). A média móvel trimestral avançou 2,3% entre fevereiro e março, mantendo a trajetória ascendente iniciada em março de 2009. Porém, o indicador da indústria mineira dos últimos 12 meses ainda está negativo em 2,7%, embora este índice também já demonstre recuperação, pois em fevereiro ela era de menos 5,8%.
No país, entre fevereiro e março, os índices regionais de produção industrial ajustados sazonalmente cresceram em 12 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE. O destaque foi o crescimento da produção no Paraná com um índice de 18,6%. Em seguida, as maiores altas foram no Amazonas (10,1%), Pernambuco (4,4%), Rio Grande do Sul (4,1%) e Santa Catarina (3,7%), que cresceram acima da média nacional (2,8%). Completam a lista de locais com taxas positivas: Minas Gerais (2,8%), Espírito Santo (2,2%), Rio de Janeiro e região Nordeste (ambos com 1,8%), Bahia (0,9%), Pará (0,7%) e São Paulo (0,6%). Apenas Ceará (-0,3%) e Goiás (-6,8%) apresentaram recuos neste indicador.
No confronto com março de 2009, as 14 regiões registraram taxas positivas, que refletem a aceleração no ritmo da produção e também a base de comparação retraída, decorrente dos efeitos da crise econômica internacional.







 

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