2º Volta às Aulas 2010 - Edição 589 - 05 a 11/02/2010

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As crianças devem participar da compra de material escolar?


Foto DivulgaçãoMal saem das fraldas, as crianças já se portam como grandes consumidores. Embora o contato com o dinheiro seja praticamente inexistente, está comprovado que os pequenos interferem no orçamento familiar e influenciam os hábitos de consumo de famílias de todas as classes sociais. Nos Estados Unidos, as despesas de crianças com idades entre 4 e 12 anos cresceram 400% na década de 1990; no Brasil, calcula-se que a garotada influenciou gastos da ordem de US$ 90 bilhões no mesmo período.

Diante dessa influência infantil nos gastos da família, muitos especialistas recomendam aos pais que deixem as crianças em casa na hora de comprar o material escolar. Ao contrário, os jornalistas Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca - autores do livro "Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice", da Primavera Editorial - defendem que a compra de material escolar é uma excelente oportunidade de incutir conceitos de educação financeira na vida dos pequenos.
Segundo Marília Cardoso, os filhos carregam dos pais muito mais do que a herança genética. A forma como cada um lida com o dinheiro tem íntima relação com conceitos e ensinamentos assimilados na infância. "Os pais têm a missão de mostrar que o dinheiro não cai do céu nem brota em árvores; lição que resolve dois problemas de uma única vez. Primeiro porque justifica as saídas diárias para o trabalho; segundo, forma cidadãos conscientes do seu consumo", afirma a jornalista. Na visão de Marília, a conversa franca requer um bom preparo dos pais, que devem tomar cuidado com frases como "estou saindo para ganhar dinheiro". Uma criança pequena pode acreditar que se "ganha" dinheiro, ou seja, não associa a moeda à conquista por meio do trabalho e não assimila a noção de valor implícita no trabalho. "É importante que desde muito cedo as crianças aprendam o sentido correto das palavras dinheiro e prioridade", defende Marília.
Luciano Gissi Fonseca destaca que o início do ano concentra dívidas adquiridas nas festas de fim de ano e despesas fixas como IPTU e IPVA, além do material escolar. "Fica visível para a criança que os pais estão preocupados, mas ela não consegue identificar os reais motivos que os levam a fazer tantas contas; tampouco entendem o motivo de não poder participar da compra do material escolar. O ideal é que a criança participe das compras e que os pais aproveitem a ocasião para ensinar limites e para falar sobre valores que serão importantes durante toda a vida. Na prática, ao incluir a criança no processo de compra, os pais colaboram na formação de cidadãos que praticam o consumo consciente", afirma Fonseca.

Entre as dicas de educação financeira para crianças, destacadas no livro "Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice", os jornalistas citam:


- Coloque seu filho em contato com o dinheiro; reforce que as moedas e cédulas precisam ser bem conservadas porque, quando danificadas, o governo gasta o nosso dinheiro para repô-las.
- Mostre que algumas moedas e cédulas valem mais que outras, mas que todas têm valor.
- Na compra do material escolar, procure distinguir coisas caras das baratas; os pequenos precisam entender esse conceito.
- Mostre a diferença entre querer e precisar, destacando que as necessidades básicas estão contidas no item precisar; o querer pode esperar.
- Ensine a fazer escolhas - quando a criança quiser dois itens, faça-a escolher apenas um para que aprenda a eleger as suas prioridades.
- Detalhe com a criança a lista do material escolar; lembre que nada que está fora da relação deve ser comprado.
- Peça a colaboração dos tios e avós na educação financeira, pois eles podem colocar tudo a perder se derem presentes e dinheiro o tempo todo.

Segundo os autores, a principal dica é lembrar que a educação financeira está centrada no diálogo e no exemplo. Ou seja, não adianta um discurso perfeito sobre consumo consciente se a criança se depara com os pais gastando mais do que podem.



Como ajudar seu filho a se adaptar na nova escola

Foto DivulgaçãoAs escolas se transformam em um território desconhecido para as crianças no início do ano escolar. Os alunos vão precisar se adaptar aos horários, regras, rotina, professores e novos amigos. Tanta novidade pode tornar o novo ambiente em um cenário assustador, capaz de criar manha, cenas na porta da escola e até mesmo pânico nas crianças. Porém, os pais podem desempenhar um papel importante nesta fase e tentar amenizar o medo para que os pequenos enfrentem com mais segurança a nova etapa.

Os novos professores e o lugar estranho são as queixas mais frequentes das crianças, por isso, é importante os pais demonstrarem ao filho a confiança que depositam na nova escola e que eles acreditam que é a melhor escolha que fizeram para ele.
As crianças pequenas têm menos recursos emocionais para mudanças, pois tudo que é diferente e acontece longe dos pais as deixam inseguras. É interessante nunca fazer mudanças sem preparar a criança, ir com ela visitar o local e conhecer as pessoas que trabalham ali. Já as crianças maiores, normalmente, já têm percepção e maturidade para se adaptar de uma maneira mais tranquila.

Sem acordo
Se depois de dias ou semanas a criança continuar resistindo em frequentar as aulas, a presença dos pais na escola será obrigatória. Segundo Maria Irene Maluf, pedagoga especialista em Psicopedagogia e Educação Especial, pode ser necessário solicitar uma conversa com a orientadora e pedir, sem aviso prévio, para ver o filho naquele momento.
"Às vezes, as crianças fantasiam ser mal tratadas para chamarem a atenção dos pais. Por isso é bom ir sem avisar. Se for manha da criança, dá para conversar, explicar que não é possível mudar de escola antes do meio ou do final do ano. Em geral, depois de um tempo maior, as próprias crianças não querem mais sair da escola", explica ela.

As dificuldades mais comuns

- Falta de entrosamento com os novos colegas
- Adaptar-se a novas regras
- A dificuldade de entender o espaço físico da nova escola
-Não conhecer os professores e funcionários e, consequentemente, não se sentir segura e amparada
- A saudade da escola anterior, sentindo falta dos colegas, professores e funcionários, inclusive do espaço físico.

Como os pais devem lidar com os problemas de adaptação das crianças

- Ir a escola é obrigatório. E ponto final
- Se a criança tiver mais de seis anos, deixar que resolva entre duas ou três escolas escolhidas pelos pais, isso faz com que se sintam participantes. Mas escola sempre é uma decisão final que cabe aos pais, até o final do colegial
- Levar a criança até o local antes do início das aulas para que ela conheça o ambiente e, se possível, os professores. Isso diminuirá o impacto do primeiro dia de aula
- Em muitos casos são os pais que não se adaptam aos novos horários, lugares, normas e acabam transferindo isso indiretamente aos filhos. Portanto, escolhida a escola é proibido falar mal dela
- Se depois de muita conversa a criança fizer manha, deixe claro que estará esperando por ela na hora da saída e trate a situação com naturalidade.

O lanche escolar ideal para seu filho

Salgadinhos e doces já prontos são os alimentos mais práticos e modernos na hora de montar a lancheira das crianças. No entanto, por serem ricas em gorduras saturadas, sódio, açúcar, conservantes químicos e pobres em vitaminas e minerais, essas guloseimas podem acarretar problemas à saúde dos pequenos.
Pais precisam ficar atentos aos alimentos levados pelos filhos: obesidade, colesterol alto e hipertensão arterial são as consequências mais comuns da má alimentação em crianças. Mas também é possível que elas apresentem problemas de crescimento ou desenvolvimento mental, devido à falta de nutrientes necessários. A alimentação inadequada leva à falta de concentração, dificuldade de memorização e aprendizado.
Os alimentos impróprios à saúde, consumidos com frequência e sem controle, proporcionam ao organismo da criança um aumento da quantidade de gordura corporal. Com o acúmulo, além da obesidade, o metabolismo tende a reduzir a produção do colesterol bom (HDL) e aumentar o colesterol ruim (LDL) na corrente sanguínea.
Opções
É necessário e fácil a substituição dos alimentos gordurosos por opções mais saudáveis. Na hora do preparo do lanche escolar, prefira colocar alimentos saudáveis, atrativos às crianças e que irão fazer a diferença no desenvolvimento físico e mental, como barra de cereais, cookies, bolos e tortas integrais sem recheios cremosos, sanduíches com pães integrais recheados com proteínas magras como queijos, peito de peru, atum. Outra dica são os sucos naturais que auxiliam na hidratação e são riquíssimos em vitaminas e fibras, essenciais ao bom funcionamento do organismo.
Hoje, existem opções de lanches rápidos e saudáveis. Os alimentos devem ser bem acondicionados e as lancheiras devem ser térmicas para garantir a máxima qualidade e conservação dos mesmos.

Confira alguns
- Sanduíche de pão integral com patê de ricota com cenoura e salsinha + suco de uva
- Iogurte de frutas com baixo teor de gordura + cookies integrais
- Leite achocolatado de soja + barra de cereais
- Maçã desidratada + nozes + torrada integral + queijo pasteurizado
- Torta de legumes + suco de laranja
- Bolo de chocolate com aveia + água de coco


Cuidados garantem o uso correto da mochila

Foto DivulgaçãoNa rotina do seu filho, seja ele ainda pequeno ou já adolescente, a mochila é um dos itens mais presentes e, portanto, exige atenção. Sempre carregada de material escolar, ela deve seguir normas de tamanho, peso e modo de uso para não oferecer nenhum risco à saúde da criança, que podem variar desde dores nas costas até danos vitalícios, como a lordose.

A mochila ideal

- É importante que ela não possua muitos compartimentos. Esta característica faz com que a criança leve objetos desnecessários para a escola, como brinquedos.
- Prefira os modelos que possuem duas alças e ambas devem ser sempre utilizadas pela criança.
- As alças devem ser acolchoadas, de preferência com enchimentos de silicone, e ajustadas de maneira que a mochila não fique abaixo da cintura da criança ou adolescente.
- Se a opção for a mochila com rodinhas, veja se o ambiente da escola é de fácil acesso e se as rodinhas não irão se tornar uma dificuldade para seu filho. As rodas mais largas também facilitam a locomoção: vão bem em diferentes terrenos e são mais fáceis para serem puxadas nas escadas.
- No caso de mochilas com rodinhas, fique atento à altura da alça. Ela não deve obrigar o seu filho a se abaixar enquanto puxa a mochila.
- As bolsas de uso lateral não são recomendadas pois não distribuírem o peso dos objetos pelos músculos e abdômen da criança.

Tamanho e Peso
- O tamanho da mochila deve ser adequado à altura da criança, portanto os pais devem testá-la com a criança antes de comprá-la. Ela não deve ser maior que as costas.
- O peso da mochila vazia não deve ultrapassar um quilo.
n Embora a OMS (Organização Mundial da Saúde) indique que o peso da mochila não deve ultrapassar os 7% do peso da criança, os especialistas indicam que o percentual máximo, que não oferece nenhum risco de lesão, é de 10%. Mais do que isso pode sobrecarregar a criança.
- Indique ao seu filho que distribua o peso de maneira equilibrada entre os compartimentos da mochila, para não haver focos de peso.
- Sempre lembrar o seu filho de levar apenas o material necessário para o dia na escola. Como no modelo tradicional de escola do país não há armários para os estudantes, é muito importante verificar a arrumação da mochila diariamente.

Modo de Usar
- Não usar a mochila apenas com uma das alças no ombro. Desta maneira, um dos lados do corpo será sobrecarregado.
- Ajeitar o material da mochila de maneira que os objetos mais pesados fiquem ao fundo e rentes ao corpo da criança.
- Não deixar as alças mais compridas, de modo que a mochila fique abaixo da cintura. Ela deve estar posicionada a oito centímetros acima da cintura, de preferência.
- Para colocar e tirar a mochila é importante a criança colocar uma alça, apoiar a mochila no quadril, e depois colocar a outra alça. Além disso, se a mochila estiver no chão, a criança deve agachar e levantá-la com as duas mãos.

Riscos à saúde
- O uso incorreto e o peso em excesso podem acarretar efeitos colaterais como dores nas costas, provenientes de músculos, nervos, ossos ou articulações, postura incorreta e desvios na coluna vertebral.
- A dor cervical, na nuca ou no pescoço, e a dor lombar baixa, próxima à cintura, também podem aparecer.
- É possível a criança apresentar dor de cabeça, dores nos ombros ou dores nos braços.
- Com o decorrer dos anos, a criança que não utiliza a mochila de maneira correta pode desenvolver a cifose - que gera o aumento da "corcunda" - e a lordose.


Uso da Internet: Pais e professores precisam estar preparados

Foto DivulgaçãoCom o crescente desenvolvimento tecnológico surgem vários questiona- mentos em relação ao amplo acesso à informação e à educação. Novos equipamentos surgem a todo instante e a cada dia que passa o que era novidade, já se torna obsoleto.
Entretanto, o que está em questão é se todos poderão ter acesso às novas tecnologias, já que sua implementação está diretamente ligada à necessidade de adquirir modernos computadores, programas e o provimento de acesso à Internet, sendo necessário um alto investimento em se tratando de instituições de ensino e centros comunitários.
O alto custo dos equipamentos acaba fazendo com que somente as pessoas que têm boa condição econômica possam usufruir mais dessas maravilhas da era moderna.
Os estudantes têm que fazer pesquisas para seus trabalhos escolares pela Rede e, como ainda hoje, grande parte ainda não possui seus próprios computadores - ou mesmo possuindo, não têm acesso à Internet, as escolas estão começando a investir em laboratórios especializados para esse fim.

Internet na escola
É importante ressaltar que a escola deve também disponibilizar monitores treinados para auxiliar os que nunca tiveram contato com computadores ou até mesmo para tirar alguma dúvida referente ao uso ou à pesquisa.
Com o avanço trazido pelo mundo virtual, a Escola continua sendo um local onde se tem acesso ao conhecimento, informação, cultura e o lazer, mas seu papel também já vem sendo ocupado por outros mecanismos tais como a internet e os ambientes virtuais de aprendizagem que já estão se tornando comuns na sociedade acadêmica.
Não dá mais para ignorar essa realidade e cabe aos educadores enxergarem a internet como mais um material pedagógico que veio para dinamizar o processo de ensino-aprendizagem. E, como todo material de cunho pedagógico requer, por parte dos educadores, um melhor aperfeiçoamento para lidarem com os mecanismos disponíveis na rede mundial de computadores.
O uso da internet é algo que chegou e que se solidificou na Sociedade Moderna. Seu uso, os benefícios ou malefícios que pode trazer só o tempo dirá. No entanto, os educadores tem que ter a consciência que sua função é preparar os estudantes para utilizar mais esse mecanismo tecnológico com ética e em benefício da sociedade organizada.

Crianças na internet
Crianças estão mais conectadas e mais rápidas do que seus pais e irmãos mais velhos. As mais jovens do grupo, cuja idade está entre 2 e 4 anos, provavelmente não fazem atualizações em seu Twitter ou postam resultados de testes em seus Facebooks. Mas, excessivamente, as crianças são presença mais frequente em frente ao computador, aumentando a exposição à internet.
Um problema a mais para pais e educadores, que devem monitorar aquilo que  as crianças têm acesso através da internet.

Correios abre inscrições para jovens aprendizes

Foto DivulgaçãoDe 8 a 26 de fevereiro, os Correios estarão recebendo inscrições para o processo seletivo nacional destinado ao preenchimento de 4.355 vagas do Programa Jovem Aprendiz. Em Minas Gerais, são 441 vagas distribuídas em 13 municípios: Barbacena (26), Belo Horizonte (236), Contagem (13), Divinópolis (17), Governador Valadares (16), Juiz de Fora (21), Manhuaçu (11), Montes Claros (18), Pouso Alegre (11), Teófilo Otoni (14), Uberaba (15), Uberlândia (21), Varginha (22).

O jovem será contratado por um período de dois anos, com jornada de quatro horas diárias (20 horas semanais). Desse total, oito horas serão destinadas à formação técnico-profissional em Auxiliar Administrativo, com aulas ministradas nas escolas do Senai, ou, quando estas não existirem na localidade, em outro órgão do sistema ´S´ (Senac, Senar, Senat ou Sescoop) ou em escolas técnicas de educação como o CEFET. Nas 12 horas semanais restantes, o aprendiz se dedicará às atividades de iniciação profissional que serão desenvolvidas nas unidades administrativas dos Correios.
Segundo o Diretor de Gestão de Pessoas dos Correios, Pedro Magalhães, o Programa cumpre um importante papel social ao proporcionar a formação técnico-profissional de milhares de jovens, promovendo sua entrada no mercado de trabalho e fortalecendo a sua própria noção de cidadania.
O aprendiz terá direito a um salário mínimo-hora (aproximadamente metade de um salário mínimo, o que, neste mês de janeiro, equivale a R$ 282,50), vale-transporte (de acordo com a legislação vigente), vale-alimentação ou refeição (atualmente R$ 240,35) e atendimento médico e odontológico em ambulatórios internos da empresa.

Inscrições
Dentro do prazo definido no edital, todos os interessados em participar da seleção deverão inscrever-se pela internet, no site dos Correios, ou nas agências de Correios listadas no edital.
Para se candidatar, é preciso ter idade entre 14 e 21 anos completos, ter concluído ou estar cursando o Ensino Fundamental e pagar uma taxa de R$ 10,00. Não há limite máximo de idade para os portadores de deficiência que queiram participar do processo seletivo, sendo que para eles estão destinadas 5% das vagas oferecidas.
No ato da inscrição, o candidato deve apresentar original do documento de identidade e declaração assinada pelo pai ou responsável autorizando a participação, se menor de 18 anos. Na etapa de comprovação de requisitos, se aprovado e convocado para contratação, o candidato que completou o ensino fundamental deve apresentar o original do certificado ou diploma de conclusão. Caso ainda esteja cursando o ensino fundamental, o candidato deve apresentar declaração original, emitida dentro de um prazo de 30 dias, que comprove estar matriculado e frequentando a escola.

Falta articulação entre cursos de alfabetização e supletivos

Foto DivulgaçãoA maioria dos alunos que passam por programas de alfabetização de adultos não dão continuidade aos estudos formais. Somente 6,2% se matricularam em supletivos, em 2006, segundo dados do Programa Brasil Alfabetizado. A falta de articulação entre os dois níveis é um entrave à redução do analfabetismo: a tendência é que a pessoa recém-alfabetizada que não usa o que aprendeu volte ao estágio anterior.

A conclusão faz parte do livro "Juventude e Políticas Sociais no Brasil", lançado em janeiro, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), e que faz uma análise com base em diferentes indicadores.
O estudo ressalta ainda que a oferta de programas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), como são chamados os supletivos, é insuficiente no país. Isso fica evidente por conta do elevado número de jovens de 18 a 29 anos (cerca de 860 mil) que, apesar da idade, continuam no ensino regular. O processo de aprendizagem é muito diferente de uma criança para um jovem ou adulto e o método de ensino deve levar isso em consideração.

Profissionalizante
Outra conclusão do Ipea é que a concentração da oferta de cursos profissionalizantes no país é desigual e escassa, embora haja reconhecimento da qualidade desse tipo de formação educação.
Segundo dados usados de 2005, apenas 17,2% dos municípios brasileiros têm cursos técnicos. Além disso, a maior parte das vagas está no Sudeste, que concentrava naquele ano 26,5% delas, ante 8% das cidades do Nordeste.
Em relação à questão da idade, os adultos com mais de 30 anos representam 20% dos matriculados nesse tipo de educação. O estudo destaca iniciativas do Governo federal, como a ampliação do número de vagas no ensino técnico. No entanto, ressalva que não adianta só haver mais investimentos se esses não forem monitorados e revisados periodicamente.

Uniforme escolar está 17% mais caro em 2010

Foto DivulgaçãoOs pais devem preparar o bolso. Além das mensalidades, da merenda e do material escolar estarem mais caros, o gasto com a compra do uniforme vai exigir uma boa fatia do orçamento. O item subiu quase 17% na comparação com 2009, índice quatro vezes maior que a inflação medida de janeiro a dezembro: de 4,31%. Com o aumento no início do ano letivo, vale uma regra antiga: pesquisar. Levantamento divulgado pelo site Mercado Mineiro mostra que a variação dos preços pode chegar a 60% na Grande BH. Como algumas escolas dão uns dias de tolerância, muita gente deixa pra comprar depois.
Segundo a associação Pro Teste, as escolas não podem obrigar os pais a comprar o uniforme no próprio estabelecimento de ensino nem indicar uma loja específica para a compra do uniforme, se o mercado comercializar o produto.
Além disso, a escola deve informar qual o modelo de uniforme usado, assim como os locais onde eles podem ser adquiridos. O fornecimento exclusivamente pela escola é considerado venda casada, o que é proibido por lei.

Alunos bons de nota no Enem poderão estudar na Espanha

Os primeiros colocados no Exame Nacional do Ensino Médio 2009 (Enem), em dez áreas específicas, terão a oportunidade de estudar na Espanha. Isso será possível graças ao acordo firmado entre o Ministério da Educação (MEC) e a Universidade de Salamanca, que prevê a oferta de bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni) para alunos brasileiros cursarem a graduação na instituição espanhola.
Serão oferecidas dez bolsas por ano, durante quatro anos. O intercâmbio, nesta primeira versão do chamado Prouni Internacional, será nas seguintes áreas: biologia, biotecnologia, estatística, farmácia, física, informação e documentação, engenharia de materiais, engenharia de edificações, matemática e sociologia.
Será escolhido um aluno por área, que seja de baixa renda, atenda aos critérios do Prouni e tenha ficado em primeiro lugar no Enem dentro desse universo. O MEC entrará em contato com o estudante e oferecerá a bolsa. Caso ele não queira, será chamado o segundo melhor classificado e assim por diante.
Os alunos embarcarão para a Espanha ainda no primeiro semestre. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) pagará a passagem e uma bolsa de estudos de língua espanhola em um curso preparatório para a prova de proficiência, que será aplicada em junho. Se forem aprovados nesse teste e no exame de proficiência referentes às matérias do ensino médio, também aplicado na Espanha, os estudantes iniciarão os cursos de graduação em Salamanca em setembro.





Procon e psicopedagoga dão dicas de como escolher cursinho

Foto DivulgaçãoNesta época do ano é normal o noticiário intenso sobre vestibular. Não por acaso, afinal, muitos dos processos seletivos mais concorridos estão na fase final da escolha dos privilegiados que garantiram sua vaga na universidade. Candidatos que em sua maioria desfrutarão a apoteose conquistada como resultado da preparação que fizeram. Mas como todo ciclo, se há os que estão no final do processo, vários deverão iniciá-lo.

Os cursinhos pré-vestibulares são classificados pelo Ministério da Educação (MEC) como "cursos livres" e não passam por controle pedagógico do órgão. Não há uma avaliação da qualidade dos cursinhos e, a rigor, eles podem ser oferecidos por pessoas não habilitadas para este tipo de atividade. É por estes motivos, e por serem um complemento tão solicitado por estudantes que se preparam para o vestibular em todo o país, que os Procons recomendam tomar alguns cuidados antes de se realizar a matrícula.

Dicas
O primeiro passo que pode ser dado é realizar uma consulta ao Cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas, do Ministério da Justiça. Disponível na internet, o cadastro contém todas as reclamações, solucionadas ou não, feitas por consumidores no período entre setembro de 2008 e dezembro de 2009. A consulta permite ver se o cursinho foi alvo de algum tipo de reclamação e permite avaliar se vale a pena ou não fazer a matrícula.
Outra questão importante é verificar se o material didático usado em sala já está incluído no preço da mensalidade ou deverá ser comprado a parte. Além disso, é bom fazer uma visita às instalações onde serão feitas as aulas e  perguntar qual é a qualificação dos professores que vão dar as aulas. É importante, também, a pessoa conversar com alunos que já tenham frequentado aquele cursinho para saber sua opinião. É nessa conversa que podem surgir alguns detalhes que talvez influenciem na escolha.

Emocional

Para a psicopedagoga Márcia Portinho, uma questão importante na escolha e que pode surgir da conversa com ex-alunos do cursinho é saber se os professores conseguem oferecer preparo emocional para os vestibulandos. "Cursinho bom não passa só conteúdo, mas também ajuda o aluno a estar bem psicologicamente para a hora da prova", afirma. "Em primeiro lugar, o cursinho não pode ser um fator maior de estresse para o aluno. Se for, é bom ele nem fazer. E é por isso também que o professor tem que saber preparar o lado emocional do jovem", complementa.
Segundo Márcia, o professor precisa conseguir uma harmonia na turma para que seja possível alcançar o objetivo de passar no vestibular. "Isso é mais importante até do que a turma ser grande ou pequena", afirma. "Se o professor conseguir essa harmonia, não importa o número de alunos que estiverem em sala, o curso será bom para todos. Aliás, se houver muita gente, pode até ser positivo, pois haverá mais pessoas com as quais buscar ajuda", explica.

Novas regras ortográficas derrubam venda de livros usados

O tradicional mercado de livros didáticos usados perdeu fôlego este ano. As quedas nas vendas chegam a 40% em algumas livrarias. O principal motivo para a baixa, de acordo com os lojistas, é a adequação das editoras à reforma ortográfica instituída em 2008 no país e com prazo de transição até 2012. Com isso, as escolas passaram a exigir edições mais atualizadas - o que significa que o segmento de livro didático usado continuará em queda até a completa implementação das novas regras.
Inflação
Com a escassez de alguns títulos no mercado de usados, os próprios comerciantes chegam a inflacionar o comércio de livros. O comum entre as livrarias é pagar um quarto do valor do livro se o cliente apenas vender e não levar nada. Se comprar, o preço chega a um terço do produto novo. A diferença de preços de usados e novos varia entre 45% e 50%.
A legislação no Brasil permite que as escolas particulares tenham autonomia na escolha de títulos mais atualizados. Segundo o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares, José Augusto de Mattos Lourenço, a orientação é que as instituições se adequem o quanto antes à nova lei ortográfica. Para a coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor  (Pro Teste), Maria Inês Dolci, as escolas devem comunicar aos pais qualquer mudança, inclusive na escolha de novos títulos. "É importante expor todas as informações, que a escola está se adaptando à nova legislação ortográfica", explica.

 




Bullying: identifique e afaste esta ameaça

Foto DivulgaçãoPesquisa aponta que 28% das crianças brasileiras já foram vítimas de ameaças, xingamentos e humilhações e, mais da metade delas, dentro da sala de aula

“A Ana, de 11 anos, nunca comentou em casa que ela era chamada de gorda e feia pelas colegas. Só desconfiamos que algo não ia bem por causa das notas ruins, da constante irritabilidade e das frequentes desculpas de dor de cabeça para não ir à escola”, conta Marco Antônio, pai da menina. Os nomes foram alterados a pedido dos entrevistados.


De acordo com pesquisa feita pela Abrapia (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência) com 5.428 alunos de 5ª à 8ª série, com idade média de 13 anos, 28% das crianças brasileiras já sofreram ameaças, xingamentos e humilhações.
Ana  é mais uma vítima de bullying, termo inglês que pode ser traduzido como atormentar, perseguir, humilhar. A prática se caracteriza por uma violência física ou mental continuada, normalmente praticada em escolas por um grupo de alunos contra um ou mais colegas.

Perfil do agressor e da vítima
Tanto meninos quanto meninas praticam e são alvos do bullying. Geralmente, eles partem para a violência física e ameaças, enquanto elas se encarregam da difamação. Entre os principais agressores estão jovens de 6 a 14 anos, autoconfiantes, populares, agressivos com os pais e os professores, impulsivos e que sentem prazer em dominar e ver o outro sofrer. Geralmente provocam com ofensas, apelidos maldosos, chutes, empurrões, quebra ou roubo de pertences.
Devido às agressões, as vítimas passam a demonstrar insegurança e problemas emocionais e psicológicos, como depressão, baixa autoestima, medo de ir à escola e bulimia. Outros sinais que os pais devem observar é a queda no rendimento escolar, alteração no sono, irritabilidade, vômito sem causa aparente e a invenção de dores para faltar ao colégio. Alguns adolescentes chegam a ter intenções suicidas.

Como agir nessa hora
Observar mudanças nas atitudes da criança e valorizar seus sentimentos são os primeiros passos para identificar se ela está envolvida com bullying. No caso de vítima, os pais devem mostrar que o filho não é culpado pelas perseguições e deixar claro que se orgulham dele. É importante também incentivá-lo a contar sobre o que acontece na escola e ter disposição para conhecer as pessoas com quem ele se relaciona.
Com os agressores a reação deve ser parecida. Só criticar não resolve o problema. É preciso conversar, se interessar e saber ouvir. Deixe claro que o comportamento violento é inaceitável na família e que pode contar com os pais para mudar essa conduta.
Outro ponto essencial para os pais é incentivar a prática de atividades extracurriculares, como teatro, dança, pintura, música ou algum esporte, para que o jovem forme novos grupos e aprenda a lidar com situações diferentes.

O papel  da Escola
Não existe escola sem bullying. A instituição que diz isso desconhece o assunto ou se nega a enfrentá-lo. Os funcionários devem ser treinados para identificar o bullying e intervir imediatamente, com o auxilio de uma pedagoga. É preciso fazer constantemente campanhas de conscientização e palestras, alertando sobre o problema, além de trabalhos que promovam a solidariedade, a tolerância e o respeito às diferenças sociais.

Resolvendo a repetência escolar

Não é possível negar: mesmo os pais mais esclarecidos sobre as dificuldades escolares de seus filhos ou sobre a falta de empenho deles nos estudos, ficam muito aborrecidos quando a notícia é a reprovação. E não é para menos. As expectativas em relação ao futuro escolar do filho começam a ser postas em dúvida e a situação gera a inevitável sensação de culpa (ou de busca de culpados) e a falta de orientação para saber como agir com a criança, que também sofre a frustração.
Qualquer que tenha sido o motivo, a situação deve ser analisada com calma e de preferência com a ajuda de um psicopedagogo, já que inúmeros fatores podem estar envolvidos na repetência de um aluno.
Ao se encontrar uma razão para o fracasso escolar e oferecer uma intervenção que venha a resolver o problema, dá-se novamente à criança a perspectiva de sucesso acadêmico e, mais importante, revitaliza-se a auto-estima e a motivação para aprender e crescer, tornando-se um aluno autônomo que pensa por si só e aprende a aprender. Não deixe para procurar ajuda quando a situação estiver difícil, pois a prevenção é a melhor coisa nessas horas.


 
 

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