Espaço Bem Me Quero promove palestra sobre câncer de mama

E-mail Imprimir
Foto Robert Nonato/PMCEm continuidade à programação da Campanha Outubro Rosa, em Contagem, o Espaço Bem Me Quero, da Coordenadoria de Política para Mulheres, promoveu uma Roda de Conversa com o tema "Cuidados e Promoção da Saúde da Mulher". A palestra foi realizada na última sexta-feira, dia 18, pelo médico mastologista e cirurgião plástico, Tadeu Fragoso, para mulheres entre 40 e 69 anos.
A troca de informações possibilitou às convidadas realizarem perguntas sobre os sintomas e prevenção, além dos tratamentos e a reabilitação adequada às fases da doença. Conforme o médico Tadeu Fragoso, o grande desafio é levar informação às mulheres, que, ainda, evitam falar do assunto e não realizam o autoexame e a mamografia. Com isso, existem os casos de pacientes que chegam aos hospitais quando a mama já está comprometida. Para ele, não há outra saída a não ser a prevenção e também enfrentar a doença. "A boa notícia está no avanço da realização de cirurgias plásticas para a reconstituição da mama. Hoje, os procedimentos possibilitam a melhor conservação da mama, que, aliados aos cosméticos, motivam as pacientes a seguirem o tratamento até o final".
O médico reforçou que a doença pode ser evitada se considerados três principais fatores. Primeiramente, manter o auto cuidado com a saúde, com a prática de hábitos saudáveis, alimentação balanceada e com o combate ao sedentarismo e à obesidade. Em segundo, a avaliação médica não pode ser substituída apenas pelo autoexame, e, em terceiro, realizar regularmente o exame de mamografia. "É essencial que as mulheres que estão na faixa etária entre 40 a 69 anos procurem ter melhor qualidade de vida, seguir os fatores citados e evitar o estresse. Recomendo, também, que as pacientes que estão em tratamento, mantenham a autoestima que contribuirá para a cura".
A comerciante Ângela Maria de Lima Lisboa, moradora do bairro Fonte Grande, há três anos frequenta o Espaço Bem Me Quero e está em tratamento de câncer linfático. No início, precisou realizar mamografia a cada seis meses para monitorar se as glândulas das mamas poderiam ser afetadas. Ao ser convidada para participar da Roda de Conversa, Ângela Lisboa tirou dúvidas sobre o seu tratamento. "Mesmo sabendo que não tenho câncer de mama, após os esclarecimentos com o médico já estou confiante na minha cura".
Além da troca de informações, as participantes receberam orientações do médico de como realizar, corretamente, o autoexame da mama. No encerramento, os convidados participaram de confraternização e com a apresentação musical do Grupo Relicário.
 

Enquete

Qual o maior problema de Contagem na atualidade?