Surpresa: mulher é finalista de concurso para caminhoneiro

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Foto Divulgação A ex-aluna do Sest/Senat de Contagem, Cristina Oliveira Costa, 28 anos, foi a grande surpresa na etapa regional do concurso "Melhor Motorista de Caminhão do Brasil", realizado em Nova Lima, sendo a primeira mulher a figurar entre os finalistas da competição e a única a se inscrever por seu Estado.
E quem pensa que a motorista estava confiante, não tem ideia do que se der passava na cabeça de Cristina, que disse ter participado apenas com a intenção de se divertir e praticar, uma vez que está há algum tempo sem trabalho fixo. Ela diz que esperava ficar entres os dez finalistas, mas nunca havia imaginado chegar à final da competição.

Trabalho
Cristina trabalha como carreteira há seis anos, profissão que escolheu por influência do pai com quem viajava constantemente na adolescência, tomando gosto pela estrada. Foi então que começou a juntar dinheiro para tirar a primeira carteira de motorista e, quando já tinha idade suficiente, trocou a habilitação para a categoria E. Desde então trabalhou com o pai até conseguir o primeiro emprego, na CESA Logística.
Apesar dos poucos anos de experiência, Cristina sempre buscou ampliar seus conhecimentos, sendo que no final de 2009 participou do curso "Jovem Motorista", promovido pelo Sest/Senat de Contagem, revelando que este treinamento foi muito importante para se aperfeiçoar na profissão e perder alguns vícios ao volante.

Superação

Mesmo trabalhando em uma área dominada por homens, Cristina lembra que no começo da profissão era mais fácil encontrar trabalho do que hoje, colocando, ainda, que em Minas o preconceito por parte das empresas é maior que em outros estados, já que há um ano não trabalha em empresas do Estado, o que espera acabar um dia.
Feliz com o resultado do concurso, Cristina mantém os pés no chão, consciente que sua vida não vai mudar por causa da vitória na competição, mas define a experiência como um "cala boca" para quem não acreditava em sua competência. Mas sua esperança é que o prêmio possa servir para quebrar preconceitos e mostrar que "sexo não define a capacidade de ninguém".
A expectativa de Cristina para as próximas fases do concurso são modestas, pois até agora ela não acredita que é uma das finalistas, mas se diz preparada, embora reforce que participou do concurso para se divertir e que não tem a pretensão de ganhar. "Se o prêmio vier será bom, mas esse não é meu único objetivo", arremata a profissional do volante.





 

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