Bairros de Contagem e Região Metropolitana ficam sem água

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A normalização do abastecimento nestes locais ocorrerá, gradativamente, a partir da madrugada de segunda feira (23)

O abastecimento de água será interrompido no próximo domingo (22) em alguns bairros de Belo Horizonte e em Contagem, Vespasiano e Santa Luzia, na Região Metropolitana. Segundo a Copasa, a medida será necessária para a execução das obras de revitalização do Ribeirão Arrudas e interligação do reservatório Céu Azul à adutora Linha Azul.
 
A normalização do abastecimento nestes locais ocorrerá, gradativamente, a partir da madrugada de segunda feira (23). Apesar dos transtornos, a Copasa informou que as obras vão beneficiar a região, pois aumentará a oferta de água, e pede a colaboraçãode todos no sentido de evitar gastos desnecessários neste período. Mais informações devem ser obtidas por meio do telefone 115.

Veja a lista com os bairros afetados pela interrupção no abastecimento

Belo Horizonte -  Araguaia, Antônio Teixeira Dias, Bairro das Indústrias, Barreiro de Baixo, Barreiro de Cima, Betânia, Brasil Industrial, Bonsucesso, Buritis, Cabana, Cardoso, Cinqüentenário, Conjunto Bonsucesso, Conjunto Betânia, Estoril, Conjunto Habitacional Átila de Paiva, Conjunto Ademar Maldonado, Conjunto Getúlio Vargas, Conjunto João Paulo II, Conjunto Túnel de Ibirité, Cristo Redentor, Diamante, Durval de Barros, Estrela Dalva, Estrela do Oriente, Flávio Marques Lisboa, Gameleira, Havaí, Ipiranga, Itaipu, Jardim América, Jardinópolis, Jatobá, Lindéia, Mansões, Madre Gertrudes, Marajó, Marilândia, Maringá, Morro das Pedras, Milionários, Miramar, Nova Barroca, Nova Cintra, Nova Gameleira, Novo das Indústrias,  Nosso Lar, Olaria, Palmeiras, Parque São José, Serra do José Vieira, Pongelupe, Regina, Resplendor, Salgado Filho, São Bento, Santa Lucia, Santa Cecília, Santa Cruz, Santa Helena, São Joaquim, Sical, Solar, Teixeira Dias, Tirol, Urucuia, Vila Conquista, Vila Cemig, Vila Pinho, Vila Presidente Vargas, Vila Vânia, Vila Ventosa, Vila Leonina, Vila Magnesita, Vila Patrocínio, Vista Alegre.

Região de Venda Nova  -  Ana Lúcia, Braúnas, Califórnia, Campo Alegre, Canaã, Candelária, Celestino, Cenáculo, Céu Azul, Conjunto Felicidade, Conjunto Helena Antipoff, Conjunto Marilene, Conjunto Monte Castelo, Copacabana, Etelvina Carneiro, Europa, Floramar, Frei Leopoldo, Garças, Indian’s, Itapoã, Jaqueline, Jardim Atlântico, Jardim das Nações, Jardim dos Comerciários, Jardim Europa, Jardim Guanabara, Juliana, Lagoa, Lagoinha, Laranjeira, Leblon, Letícia, Luar da Pampulha, Mangueiras, Mantiqueira, Maria Helena, Marize, Minas Caixa, Nova América, Nova Iorque, Nova Pampulha, Paraibuna, Paraúna, Parque Arizona, Parque Jardim Leblon, Parque São Sebastião, Pedra Branca, Piratininga, Planalto, Rio Branco, Santa Amélia, Santa Branca, Santa Isabel, Santa Mônica, São João Batista, São Paulo, São Pedro, São Sebastião, São Tomás, Satélite, Serra Verde, Sinimbu, Solimões, Trevo, Venda Nova, Vila Clóris, Vila Monte Castelo, Vila Palmas, Vila Santa Branca, Vila Santo Antônio, Vila Satélite e Zilah Spósito.

Contagem - Amazonas, Conjunto Sandoval Azevedo, Industrial, Indústrias, Jardim Industrial, Jardim Emaus, Parque das Mangueiras e Vila São Paulo.

Santa Luzia - Região do São Benedito - Asteca, Baronesa, Belo Vale, Boa Esperança, Chácara Gervásio Lara, Chácara Santa Inês, Cristina, Duquesa I, Duquesa II, Londrina, Luxemburgo, Monte Carlo, Morro Santo Antônio, Nova Conquista, Nova Esperança, Palmital, Pousada Del Rei, São Benedito, São Cosme, Serra Pelada e Três Corações.

Ribeirão das Neves - Região de Justinópolis – Adriana, Aparecida, Atalaia, Belo Vale, Boa Vista, Botafogo, Centro Comercial de Justinópolis, Coqueiros, Delma, Elizabeth, Esperança, Felixlândia, Flamengo, Fluminense, Guadalajara, Jardim de Alá, Labanca, Landi, Laredo, Lídici, Maracanã, Maria Helena, Menezes, Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora de Fátima, Pedra Branca, Santa Branca, Santa Fé, Santa Margarida, Santana, São Junuário, São João de Deus, São José, São Miguel Arcanjo, Sônia, Suely, Tony, Tropical, Urca e Vale Cerejeira.

Vespasiano - Santa Clara, Gávea I, Gávea II, Serra Dourada, Maria José, Jardim Daliana, Bernardo de Souza e Pouso Alegre.

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Foto Renato Cobucci/Arquivo

Supremo julga habeas corpus de ex-goleiro Bruno

O ministro Cezar Peluso pode decidir ainda nesta quarta se acusado permanecerá preso ou não

Conforme o advogado do ex-goleiro, Bruno pode ser solto nos próximos dias

O Supremo Tribunal Federal (STF) já recebeu as informações a serem adicionadas ao processo que envolve o ex-goleiro Bruno Fernandes. Os documentos, solicitadas pelo ministro Cezar Peluso ao Tribunal do Juri de Contagem, em dezembro do ano passado, vão auxiliar na avaliação do pedido de habeas corpus requerido pelo defensor Rui Pimenta.

De acordo com a assessoria de imprensa do STF, Peluso tem duas opções, podendo conceder uma liminar imediata libertando Bruno ou aguardar um parecer da Procuradoria Geral da República e enviar o julgamento do habeas corpus para a Corte.

O STF, no entanto, ainda não teria tomando uma decisão sobre o caso. Os documentos foram entregues na terça-feira (17).

Pimenta afirmou, na quinta-feira (12), que seu cliente, acusado de participar na morte de Eliza Samudio, seria inocente e que pode ser solto nos próximos 45 dias.

O defensor de Bruno afirmou ter certeza quanto à soltura do ex-goleiro e sua volta ao futebol. "Na véspera do recesso do Judiciário, em dezembro, entramos com um pedido de habeas corpus em Brasília e acreditamos, com 99% de certeza, que Bruno sairá e voltará a jogar no Flamengo, já que ele tem se preparado fisicamente para isso. É um rapaz jovem, de bom porte físico, atleta, e conta com todas as condições de exercer a profissão", disse.

O principal argumento de defesa de Pimenta seria o forte sentimento que Macarrão tem por Bruno, que seria maior que amizade. "Para agradar o seu ídolo ele pode ter resolvido tomar uma posição dessas. Provavelmente ele queria eliminar aquela preocupação de pensão alimentícia, entre aspas, que o Bruno tinha com a Elisa", disse o advogado.

Detalhes do desaparecimento de Eliza

A polícia prendeu sete pessoas e apreendeu um menor suspeitos de estarem envolvidos no desaparecimento da jovem Eliza Samudio, de 25 anos, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo. Eliza, que brigava na Justiça para que Bruno reconhecesse a paternidade do filho, desapareceu no início de junho. No dia 25 de junho, o filho da jovem foi encontrado na casa de uma amiga de Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, ex-mulher de Bruno.

Após ouvir depoimento de dois suspeitos, a polícia diz que Eliza teria sido sequestrada com seu filho no Rio de Janeiro no dia 4 de junho e levada para Minas Gerais. Segundo a polícia, a jovem teria sido mantida com o filho no sítio de Bruno e, dias depois, teria sido morta na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Apesar de a polícia não ter encontrado o corpo de Eliza, o delegado que cuida do caso diz que as investigações concluem que ela está morta.

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Ruas sob risco no bairro Industrial, em Contagem

Falta de captação de águas pluviais ameaça uma série de imóveis na cidade, abalando as estruturas

Foto Lucas Prates


Infiltração na rua, sem rede de captação pluvial, teria causado desabamento

A falta de rede de captação de águas pluviais ameaça uma série de imóveis no Bairro Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Sem bocas de lobo, a chuva, empossada em uma série de desníveis no asfalto, acaba infiltrando pelas bordas e rachaduras das vias, afetando muros e estruturas de casas. O problema é semelhante ao que também atingiu, nos últimos dias, bairros de Belo Horizonte, como o Caiçara e o Buritis, onde dois prédios desabaram neste mês.
 
Em Contagem, a infiltração provocada pela falta de rede acabou derrubando um muro, que caiu sobre a casa do autônomo Walter José de Arruda, de 57 anos, no dia 27 de dezembro. O imóvel fica na rua Carlos Chagas, 27, na terceira seção do bairro Industrial. Segundo o proprietário da casa – que fica abaixo do nível da rua –, por pouco a família não foi atingida. “Saímos de manhã, para a casa de parentes. De noite, o muro caiu sobre a parede do nosso quarto. Se tivéssemos esperado mais um dia, poderia ter acontecido uma tragédia”, conta.
 
De acordo com o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Minas Gerais (Crea-MG), o engenheiro Jobson Andrade, a lei brasileira determina que o empreendedor que urbanize as áreas ocupadas, construa a rede de captação de águas da chuva, esgoto e calçamento.
 
Segundo ele, é obrigação do governo municipal cobrar a infraestrutura necessária em cada local e fiscalizar as condições de urbanização. O município também pode fazer obras, se necessário. “Nada impede que a prefeitura construa a rede, se essa for a situação. O importante é que o morador não pode ficar desprotegido”, afirma.
 
Em nota, a Prefeitura de Contagem diz que não havia registro anterior de problemas no local. O comunicado aponta que “não se pode afirmar que a falta de redes de drenagem da referida via seja o fator preponderante para a queda do muro da casa”.
 
A nota assegura que tratam-se de lotes formais, e que, portanto, “é necessário verificar se o muro desta e das casas vizinhas foram projetados e construídos por profissionais habilitados, ou seja, por engenheiros civis com as devidas responsabilidades técnicas”.

O texto afirma queda do muro pode ter sido provocada por falhas no projeto ou na construção do muro. O dono do imóvel nega, e alega que só depois do asfaltamento da rua, há uma década, pela prefeitura, os problemas de infiltração começaram.

Fonte Jornal Hoje em Dia


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Foto Lucas Prates

Lixo na rua é criadouro potencial de dengue em Contagem

Moradores do bairro Industrial temem surto desta e de outras doenças após 13 dias de coleta precária de resíduos. Lixo que deixou de ser recolhido acumula água da chuva e atrai roedores e baratas


Pelo menos 12 dias de coleta de lixo precária fazem com que ruas do bairro Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), se transformem em criadouros potenciais do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Além de montes de resíduos, uma obra inacabada e até um galpão desativado preocupam moradores, em especial depois das chuvas do início de janeiro.

A população teme um surto da doença e de outros males, como a leptospirose – causada pelo contato com a urina de ratos. Os roedores são atraídos pela sujeira que deixou de ser recolhida adequadamente entre 31 de dezembro e 12 de janeiro.

De acordo com a Prefeitura de Contagem, a mudança das empresas responsáveis pela coleta de lixo no município deu origem ao problema. Na última quinta-feira, o serviço teria sido retomado, com prioridade para as vias principais. Até esta segunda-feira (16), porém, moradores do bairro Industrial garantiam que pilhas de lixo e entulho ainda se acumulavam em vários pontos.

Para piorar, um galpão abandonado, vizinho a um conjunto de prédios localizado entre as ruas Costa Capanema e Emaus e Thomaz Jefferson e avenida General David Sarnoff, acumula, no interior, água parada. Os edifícios são recém-inaugurados e têm apartamentos populares.

Segundo a síndica do bloco 37, Maria Tereza dos Santos, no fim de novembro a situação foi relatada às secretarias municipais de Habitação e Saúde e ao gabinete da prefeitura. Mas nada teria sido feito.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que uma equipe do departamento de Zoonoses visitou a rua Costa Capanema, mas não localizou qualquer galpão. No local, segundo o texto, foi encontrado apenas um canal com água parada junto à base do viaduto.

Os servidores da prefeitura teriam solicitado ao responsável pela obra que abrissem uma passagem para a água escoar, na tentativa de impedir o surgimento de focos do mosquito da dengue. Até esta segunda-feira (16), porém, nada havia sido feito, segundo Maria Tereza.

Os moradores do conjunto habitacional acusam a prefeitura e a construtora dos edifícios de descaso. “Se fosse em outro bairro, não teria ficado assim. Deixaram esse galpão de qualquer jeito. Além da água parada, cheia de larvas do mosquito da dengue, outro problema é que isso aqui pode virar ponto de encontro de marginais”, diz Maria Tereza.

Moradora do bloco mais próximo à rua Thomaz Jefferson, Eunice Coelho teme que o prédio seja “engolido” pela cratera que surgiu na via, após as chuvas. Segundo ela, quando os operários deixaram o canteiro de obras, a abertura para a canalização do córrego que passa sob a rua tinha menos de um metro de diâmetro. Quarenta dias depois, se transformou em um buraco com mais de cinco metros, que represa água nos dias de chuva quase até o nível do piso térreo.

“Isso aqui vira uma piscina de água escura. É perigoso porque qualquer um pode cair”, relata Eunice. Outro risco, afirma a moradora, é a transmissão de doenças. Além de ratos, baratas e escorpiões, uma obra abandonada, a cerca de 10 metros das residências, tem botas e capacetes com água, restos de material de construção e até de marmitas.

Para a moradora Andréia de Souza Brito, um surto de dengue nas imediações é muito provável. “A maior preocupação é com as crianças. Elas acabam brincando perto de ratos e baratas, porque a obra foi entregue, mas não está terminada”.

A Prefeitura de Contagem informou que o galpão é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas, mas a informação não foi confirmada.

Fonte Jornal Hoje em Dia

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