Os moradores das vilas Samag e Canal participaram de um encontro no auditório da Casa do Movimento Popular com a prefeita Marília Campos e o representante da Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas - Setop, engenheiro Pedro Paulo, no dia 23. Oportunidade em que foram informados que as obras do PAC Ferrugem terão início em 1º de outubro.Já o trabalho social que antecede a remoção das famílias, previsto para acontecer em janeiro de 2011, teve início na quinta-feira, dia 19, com os técnicos iniciando as visitas de casa em casa para elaborar o diagnóstico socioeconômico dos moradores.
Encontro
Este, adiantou a prefeita às comunidades, foi o primeiro de muitos encontros que se sucederão, como objetivo de apresentar o Projeto de Requalificação Urbana e Ambiental do Controle de Cheias do Córrego Ferrugem, ou simplesmente o PAC Ferrugem, que pretende, se não impedir totalmente, reduzir de forma significativa o problema das enchentes na região do córrego, o mesmo ocorrendo em relação ao Ribeirão Arrudas, no qual ele deságua.
Na oportunidade, Marília observou que a imprensa já começa a noticiar sobre os riscos da chegada do período chuvoso, "mas não demonstra o mesmo interesse em divulgar as soluções que estão sendo dadas aos problemas que ele causa, como a construção das cinco bacias de contenção que compõem as obras do Ferrugem, um investimento de R$ 170 milhões, que vai beneficiar diretamente cerca de 5 mil pessoas e, indiretamente, a mais de 38 mil pessoas e inúmeras empresas.
Obras e re-assentamento
As obras são de responsabilidade do Governo Estadual, através do Departamento de Obras Públicas - Deop, da Setop, sob a supervisão da Prefeitura, através da Administração Regional, da Secretaria Municipal de Obras e da Secretaria Adjunta de Habitação. De acordo com Pedro Paulo, as bacias a serem construídas vão desviar e reter águas das chuvas, impedindo que elas cheguem ao Córrego Ferrugem e, por conseqüência, ao Arrudas, sendo posteriormente liberadas, gradativamente, no período de estiagem.
Para o reassentamento das famílias que serão retiradas das margens do córrego, locais sujeitos a inundações e áreas de implantação das bacias, serão construídos 50 blocos de 16 apartamentos - 800 moradias - todos na região do bairro Água Branca."Além das moradias terão infraestrutura com áreas verdes, estacionamentos e áreas de lazer e convivência, junto às bacias, também construiremos um parque linear com quadras esportivas que poderão ser utilizados no período de estiagem", complementa.
A respeito do local de construção dos prédios, a prefeita Marília Campos ressalta que as famílias vão para áreas devidamente urbanizadas. "Antigamente, a prática era retirar as pessoas e levá-las para o mais longe possível e escondê-las, sem muita conversa. Agora não; nós estamos levando as famílias para bairros próximos e depois de muita negociação, de muito diálogo", acrescentou Marília, aos esclarecimentos de Pedro Paulo, ressaltando que os prédios serão construídos em áreas devidamente urbanizadas.
Garantias
No que se refere ao tratamento com as famílias que serão removidas, a equipe responsável pelo Trabalho Social já iniciou as visitas às casas que receberam o selo referente à remoção, para fazer o cadastro que vai promover a organização do reassentamento, a geração de trabalho e renda e na mobilização em geral. Para isto, serão feitas reuniões com grupos de 30 famílias para detalhar todas as ações e esclarecer todas as dúvidas, além de distribuir cartilha que vai apresentar as três etapas: negociação, remoção e reassentamento.
E por falar em dúvidas, muitas delas foram levantadas durante o encontro, todas devidamente esclarecidas pelo representante da Setop e a própria prefeita, que ao se despedir garantiu que nenhum morador removido será lesado, além de aproveitar para pedir paciência, "porque prazos são necessários para se fazer bem feito uma obra como esta". A prefeita também sugeriu que os moradores conversem diretamente com os técnicos do Governo ou da Prefeitura, para evitar que notícias infundadas gerem insegurança. "Nosso compromisso é conduzir o processo da melhor forma possível, com o máximo de segurança para todos", finalizou Marília Campos.
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