Associação Cultural: Bangalô defende Lei de Incentivo à Cultura

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Foto Divulgação/ Bangalô CulturalHá anos os artistas de Contagem enfrentam dificuldades para produzir e realizar eventos culturais independentes, sendo que a falta de uma lei municipal de incentivo à cultura contribui para que a missão se torne ainda mais difícil. E a constatação dessa carência de incentivos, patrocínios e espaços para a produção local, levou um grupo de artistas e produtores culturais a criar, em 2008, a Associação Bangalô Cultural.
Nascida com a proposta de fomentar a cena cultural na cidade e valorizar os artistas locais, é propósito da entidade, também cobrar a criação de uma legislação cultural no município e a busca de fórmulas para apresentar à população os artistas da cidade.

União
De acordo com o presidente da Bangalô, Rafael Aquino, o desenvolvimento de uma política cultural na cidade é uma causa assumida pela Bangalô, que em abril promoveu uma mobilização para a regulamentação da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, a descentralização e a democratização do acesso à cultura em Contagem, através de um abaixo-assinado, que já recolheu mais de duas mil assinatura e será entregue aos órgãos ligados à cultura no Município.
"Sabemos que é dever do poder público fomentar a cultura na cidade, e que nas esferas federal e estadual, este setor tem tido reconhecimento com financiamentos, o que está faltando no âmbito municipal", colocou Aquino, ao reforçar que a maior dificuldade encontrada pelos artistas de Contagem é a falta de uma lei específica para tratar o tema, razão pela qual apela às autoridades do Executivo e do Legislativo para terem mais atenção com a cultura.
"Conhecemos as pessoas públicas interessadas no desenvolvimento de uma política cultural séria, mas ainda são poucos para uma cidade com a estrutura de Contagem", colocou o presidente, destacando ainda que para a legislação se tornar uma realidade, é fundamental a união dos artistas e da população, onde são todos principais interessados no assunto. "Estamos tentando reunir todos os artistas dos diversos segmentos, para lutar, unidos com a população, para a criação desta lei, que será um beneficio para todos", assinalou Aquino.

Bangalô
Chegando aos dois anos de vida em 18 de julho, a Bangalô Cultural já se tornou uma referência do movimento alternativo contagense, sendo inclusive considerada, no meio, como "a voz da cultura alternativa de Contagem", realizando eventos, espetáculos, festivais, palestras e shows, que movimentam todo um universo independente aos grandes eventos realizados na cidade, o que muita das vezes passa despercebido pelas grandes mídias e a população.
Para Aquino, a falta de divulgação é o principal fator dos artistas não terem seu trabalho reconhecido, principalmente por produzirem algo que foge às regras do mercado midiático, ressaltando a importância de aproximar os eventos culturais da população. "Promover o acesso à cultura é tão importante quanto ir à escola e oferecer conhecimento. Por isso, realizarmos nossos eventos, gratuitamente, para a população que não pode pagar para assistir a um espetáculo ter contato com a arte", colocou Rafael.

Foto Divulgação/ Bangalô CulturalRepresentatividade
De acordo com o presidente, o primeiro passo e objetivo da Bangalô está sendo alcançado, qual seja, o de apresentar os artistas de Contagem para a população. "Como a apresentação do Movimento do Quarteirão do Soul, que reuniu perto de duas mil pessoas na Praça da Glória; da Gincana de Contagem; da 11ª Edição da Bangalô, na estação do metrô Eldorado e a noite cubana no Berimbau Bar, demos oportunidade e apresentamos vários artistas da cidade", relacionou.
Ele, inclusive, está convocando a população para no próximo dia 24 de julho participar de mais um evento realizado pela Du Bem Produções e que tem o apoio da Bangalô Cultural, o ‘Baile de Black Soul’, no Berimbau Bar, a partir das 22 horas. Como atração terá o show da banda Preto serenata, formada por músicos de Belo Horizonte e que tem a proposta de relembrar clássicos da Black Music, Funk e Soul. A banda se apresenta com figurino típico e toca com a execução recheada de arranjos que permitem a união das músicas. É pra não parar de dançar terá o DJ R Black na discotecagem.
Para entrar em contato e acompanhar agenda da Associação Bangalô Cultural, que não tede sede própria, basta acompaacessar o blog da entidade www.bangalocultural.blogspot.com
 

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