Edição 591 - Decepção. Esta a reação de um grupo de fiéis que aguardava a abertura das portas da igreja de Nossa Senhora do Rosário, para a tradicional missa do último domingo, dia 21, e foram informados de que nenhuma atividade seria realizada naquele local, em razão do afastamento do padre Marcelo, pelo arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor de Oliveira. Na segunda-feira, dia 22, a Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Belo Horizonte confirmou o afastamento do sacerdote, pelo fato de que estaria encontrando dificuldades para desenvolver o trabalho eclesiástico no local, mas tranquilizando a comunidade, ao informar que o vigário regional, padre Afonso, vai assistir a população local enquanto a situação está sendo resolvida, o que deve ocorrer até esta sexta-feira, dia 26.
ConflitosDe acordo com Luís Alves de Assis, morador do bairro Alvorada, que todos os domingos participa da celebração matinal da Igreja do Rosário, a não abertura do templo foi uma surpresa. "Quando nós chegamos aqui a Igreja estava fechada, porque o padre Marcelo, que dirigia a igreja, teria sido afastado pelo dom Walmor", colocou.
Ainda segundo ele, desde a Quarta-Feira de Cinzas, quando participou da missa, sentiu que algo de anormal estava acontecendo. "Observei que algumas imagens estavam destruídas, e justamente as que foram adquiridas pelo padre Marcelo, que segundo o religioso informara os fiéis, estão avaliadas em R$ 7 mil reais e ainda nem foram pagas. Acho que isto não foi uma agressão somente à igreja, mas a toda a sociedade", sentenciou Luís.
Além de Luiz, outros frequentadores da igreja, que não quiseram se identificar, disseram que a forma do padre Marcelo conduzir os trabalhos não vinha agradando a comunidade local, sendo considerado moderninho demais para os dogmas da evangelização católica, privilegiando muito o trabalho junto aos jovens, deixando de lado o restante da congregação.
Sobre um possível ato de vandalismo na destruição das imagens e a rejeição da comunidade ao padre Marcelo, a Assessoria de Comunicação da Arquidiocese preferiu não entrar em detalhes, limitando-se apenas a reafirmar que "o afastamento do padre aconteceu em virtude das dificuldades encontradas por ele para desenvolver os trabalhos na paróquia".



