Cidade inicia segunda etapa da vacinação contra HPV

A segunda etapa da vacinação contra o vírus HPV, que previne contra o câncer de colo do útero, teve início na segunda-feira (1/9), nos centros de saúde do município. A campanha é dirigida a meninas de 11 a 13 anos. Na primeira etapa da vacinação, em março, a campanha ocorreu nas escolas municipais. Agora, as meninas devem ir às unidades de saúde para tomarem a segunda dose. A cobertura da primeira dose da vacina foi um sucesso em Contagem, atingindo 88% do público-alvo, superando a meta do Ministério da Saúde, que é de 80%. Mais de 12 mil meninas tomaram a primeira dose da vacina na cidade.
O secretário municipal de Saúde, Evandro José, reforçou a importância da 2ª dose da vacina. "As jovens que não tomaram a primeira dose em março também podem tomá-las agora. Além disso, as garotas que já foram vacinadas devem procurar os centros para tomar a segunda dose. Nesta etapa, é fundamental atrair estas jovens para as unidades, porque lá existem outras vacinas importantes, como febre amarela e antitetânica, entre outras", enumerou, lembrando que as adolescentes devem levar o cartão de vacina.
Além dos postos de vacinação nas unidades de saúde, a Secretaria de Saúde promove mutirões aos sábados, em postos volantes instalados em todas as regiões da cidade. Neste ano, serão vacinadas as adolescentes do primeiro grupo (11 a 13 anos). Em 2015, a vacina passa a ser oferecida para as adolescentes de 9 a 11 anos e, em 2016, às meninas de 9 anos.
Proteção
A vacina contra o Papiloma Vírus Humano, o HPV, tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não tiveram nenhum contato com o vírus. Cada adolescente precisa tomar três doses para completar a proteção, sendo a segunda, seis meses depois da primeira e a terceira, cinco anos após a primeira. O câncer de colo de útero é o terceiro que mais atinge as mulheres. Estimativa da OMS aponta que, no mundo, 290 milhões de mulheres são portadoras da doença e, a cada ano, 270 mil morrem devido ao câncer de colo do útero. Neste ano, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos da doença no Brasil e cerca de 4.800 óbitos.
 

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