O músico contagense G.A Barulhista lança seu oitavo álbum, nesta sexta-feira, dia 15, no Espaço do Saber, na rua Portugal 370, no Eldorado, a partir das 20h. O recente trabalho intitulado “Mute ou quando Cássia abre os livros” apresenta um artista mais amadurecido na composição de sons. Gravado no estúdio Dezo, Barulhista considera que a produção deste trabalho é um disco presente, a começar pelo nome da companheira gravado na capa do CD. A data de lançamento coincide também com o aniversário da homenageada.
E o disco segue a formação de áudio com laptop, gravador portátil, objetos e bateria que são matérias-prima para composição do álbum, que estão acompanhados de ruídos. Interessado na composição e pesquisa de música por meios não convencionais, o artista vem desenvolvendo sua linguagem em busca por “novos” timbres e por possibilidades diferentes de se ouvir a chamada música experimental.
Barulhista concorda com a definição, de um técnico de som, que uma vez, classificou seu trabalho de música para dançar sentado. “Em ‘Mute ou quando Cássia abre os livros’, mostra esta possibilidade de se fazer uma música calma, simples e cheia de referências dançantes. Uma festa tranquila que permite aos ouvintes relaxar e formigar na cadeira ao mesmo tempo” colocou o artista.
Mas quando o assunto é a data de lançamento do CD, ele, não esconde que a ansiedade de apresentar um disco pela primeira vez com um show é muita. “Como diz Gilberto Gil já estou sentindo aquele friozinho na barriga de fazer este show, mas tudo bem, se não tiver isso não vale”, disse Barulhista e completa “a produção deste lançamento esta sendo realizada pelo Coletivo Maquinaria, no qual faço parte”, colocou.
Barulhista estudou e participou de aulas e oficinas com artistas que produzem a mesma linha de sonoridade, que o contagense busca, como O Grivo, D´arcy Philip Gray, Alessandra Belloni, Hands On´ Semble, Zé Eduardo Nazário, Adam Rudolph, André Titcho, Lucca Forcucci.
A proposta de um estado contemplativo e de curiosidade para a escuta é a base para as composições do artista, que já renderam premiações. A mais recente foi a de melhor trilha sonora para teatro no Prêmio Usiminas Sinparc 2011, com o espetáculo ‘180 dias de inverno’, da Afeta Cia de Teatro.



